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segunda-feira, 23 de março de 2015

Lápis ecológico


Você que é estudante e que quer contribuir com a natureza, já tem uma opção, um lápiz ecológico que não é feito com madeira. Ajude o nosso ecosistema. Sugiro que você pesquise como é feito um lápis e comprove se vale a pena usar um lápis convencional. Este lápis é ótimo pra escrever e custa apenas R$ 0,70 na minha cidade, que é Rio de Janeiro, não deve ser muito diferente na sua cidade, caso você more em outro estado. Eu comprei na casa Cruz do Centro do Rio de Janeiro.

Lápis ecológico, a natureza agradece!




Agora, a notícia a baixo, eu li no "JornalCiencia" 

Incrível ideia de lápis sustentável que se “converte” em planta no final do uso. Ele possui em sua parte negra uma semente germinável. Ao usar todo o lápis, basta enterrá-lo e esperar o resultado. Cada lápis vem com um tipo de semente, podendo ser uma árvore ou legume. Incrível, não? 



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domingo, 22 de março de 2015

Dia da AGUA!




Vamos refletir: O quanto valorizamos a água do nosso planeta que é a fonte da nossa vida!

Vamos cuidar dela?



terça-feira, 13 de janeiro de 2015

O conteúdo do EcoDesenvolvimento.org está sob Licença Creative Commons. Para o uso dessas informações é preciso citar a fonte e o link ativo do Portal EcoD. http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2015/janeiro/escola-de-curitiba-e-a-primeira-do-pais-a?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook#ixzz3Oh823Z9H Condições de uso do conteúdo Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives Escola de Curitiba é a primeira do país a conquistar selo Leed Ouro



O Colégio Positivo Internacional, de Curitiba (PR), foi a única escola brasileira a receber a certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) nível ouro, da Green Building Council Brasil, para construções verdes. Com projeto arquitetônico assinado pelo Escritório Manoel Coelho de Arquitetura e Design, o empreendimento foi projetado e edificado de acordo com os critérios de green building (construção verde).
Cerca de mil empreendimentos brasileiros já buscaram a certificação Leed, mas apenas 180 a conquistaram. Desses, somente dois são escolas: o Colégio Positivo Internacional, com nível ouro, e o Colégio Estadual Erich Walter Heime, no Rio de Janeiro, com nível prata. A conquista se deve a um modelo construtivo que oferece vantagens significativas por sua estrutura inovadora. A unidade reduz em 87% o consumo de água potável e economiza 44% em energia elétrica (74% se considerada apenas a iluminação), devido à adoção de sistemas inteligentes, como a dimerização, que ajusta a iluminação conforme a entrada da luz natural.
Os índices foram possíveis graças à simulação termoenergética. "Trata-se de um software que gera um modelo tridimensional, permitindo quantificar vários aspectos da escola, como índice de luz e outros elementos", explica Guido Petinelli, diretor da Consultoria Petinelli, especializada em Green Building, que atuou no projeto. "Muitas vezes, essas certificações parecem inalcançáveis, mas por meio da engenharia é possível mudar o paradigma, transformando o Colégio Positivo Internacional em referência e um case de sucesso, pois monitoramos inúmeras variáveis, como o consumo de energia", destaca.


A conquista da certificação Leed é fruto de uma série de exigências que compõem a edificação do colégio desde sua construção, manutenção e uso propriamente dito, além do impacto no entorno. Nas torneiras, por exemplo, foram instalados arejadores, que misturam ar e água, para reduzir a vazão, o que pode diminuir em até 88% o
Reaproveitamento
A instituição também reaproveita a água da chuva para uso na limpeza e em banheiros e estuda a utilização de geradores para captação de energia solar, tanto para consumo nas instalações quanto para o ensino de disciplinas como Ciências e Física.
Outra solução inovadora foi o controle de temperatura, que dispensa o uso de ar-condicionado, em razão das paredes mais pesadas, telhado branco e sistema de ventilação natural cruzada nas salas de aulas. Dessa forma, atingiu-se uma redução de 44% no gasto de energia. Em prol do conforto, a instituição também encontrou uma forma de aquecer o ambiente com o uso da água da chuva, que é esquentada e passa por um circuito fechado, sem agredir o ecossistema.


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terça-feira, 23 de setembro de 2014

Vamos salvar a Serra do Gandarela

Vi essa reportagem na revista VIVOVERDE, e como meu blog é para falar sobre ecologia, sustentabilidade, saude e beleza e empregabilidade, achei por bem ao coletivo trazer a reportagem para cá respeitando todos os direitos de quem escreveu. Meu intuito aqui é só divulgar a ação, pois sem o meio ambiente, não existe vida, beleza, saude e que dirá empregos.
Vamos mudar enquanto há tempo, mas vamos lembrar que o tempo passa e as ações praticadas hoje pode nos beneficiar amanhã ou nos prejudicar. Pense bem e faça sua escolha.


FLORICULTURA DE BELO HORIZONTE SEMEIA AÇÃO SUSTENTÁVEL

A floricultura Ikebana Flores está realizando o plantio de mudas nativas na Serra do Gandarela, com o auxílio de blogueiros e sites que estão abraçando a campanha “Plante uma Árvore”.
“Toda postagem sobre a campanha se transforma em uma plantada na Serra do Gandarela”!
Posicionada há cerca de 40 km de Belo Horizonte, em meio a Serra do Curral e a Serra do Caraça, a Serra do Gandarela compreende um extenso manancial (Rio Piracicaba e Doce, Bacias do Rio das Velhas e São Francisco) com uma vasta biodiversidade composta por biomas de Mata Atlântica, vegetação rupestre e cangas. Porém, a região do Gandarela tem sido acometida de graves atuações de devastação ambiental: desmatamentos e atividades mineradas que exploram as reservas do quadrilátero ferrífero dessa região.
Atenta a região do Gandarela que abrange os municípios de Caeté, Barão de Cocais, Santa Bárbara, João Monlevade e Ipatinga, a Floricultura de BHIKebana flores espera cooperar com a diminuição das áreas assoladas dessa região através do plantio de mudas endêmicas, em nome de todos que divulgarem a campanha em seus sites, blogs e redes sociais. As ações do plantio serão postadas em redes sociais, blog e site da floricultura.
Paralelo à campanha, a Ikebana Flores está doando mudas de ipê branco, ipê amarelo, sucupira, peroba, entre outras, tópicas do cerrado. Quem se interessar, basta comparecer na
 Av. Getúlio Vargas, 1697, Savassi – Belo Horizonte-MG; telefone: (31) 3227-4802, de segunda-feira a sexta-feira, de 10h00 as 19h00

Colabore! Gandarela depende de você.

Texto: Thaís Alessandra do Coletivo Cirandar
Fonte e imagens:
Thaís Alessandra
Luciano Lima



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

E Se...


E se a água potável acabar?
O que aconteceria se a água potável do mundo acabasse?
por Raphael Soeiro

As teorias mais pessimistas dizem que a água potável deve acabar logo, em 2050. Nesse ano, ninguém mais tomará banho todo dia. Chuveiro com água só duas vezes por semana. Se alguém exceder 55 litros de consumo (metade do que a ONU recomenda), seu abastecimento será interrompido. Nos mercados, não haveria carne, pois, se não há água para você, imagine para o gado. Gastam-se 43 mil litros de água para produzir 1 kg de carne. Mas não é só ela que faltará. A Região Centro-Oeste do Brasil, maior produtor de grãos da América Latina em 2012, não conseguiria manter a produção. Afinal, no País, a agricultura e a agropecuária são, hoje, as maiores consumidoras de água, com mais de 70% do uso. Faltariam arroz, feijão, soja, milho e outros grãos.

A vida nas metrópoles será mais difícil. Só a Grande São Paulo consome atualmente 80,5 bilhões de litros por mês. A água que abastece a região virá de Santos, uma das grandes cidades do litoral que passarão a investir em dessalinização. O problema é que para obter 1 litro de água dessalinizada são necessários 4 litros de água do mar, a um custo de até US$ 0,90 o m³, segundo a International Desalination Association. Só São Paulo gastaria quase R$ 140 milhões em dessalinização por mês. Como resultado, a água custaria muito mais do que os R$ 3 por m³ de hoje.
Mas há quem não concorde com esse cenário caótico. "A água só acaba se você acabar com o ciclo dela", diz Antônio Félix Domingues, da Agência Nacional de Águas. "Tudo é questão de custo. Com dinheiro, você pode tornar até sua urina potável." Mas, se ela acabasse, a água seria um bem disputado, motivo de guerras e de exclusão social. "Poucas pessoas teriam acesso, provavelmente as mais abastadas. A água poderia virar um elemento segregador", diz Glauco Freitas, coordenador do Programa Água para a Vida, da ONG WWF-Brasil.




Guerras aquáticas
Em 2050, a falta d'água ditaria a política e o cotidiano

Última geleira
Em 2012, a estimativa é que 68,7% da água potável disponível está em calotas polares ou geleiras. Sim, o aquecimento global facilitou o acesso a essa água. O degelo já originou rios na Índia e no Nepal, por exemplo. Mas em 2050 quase toda essa água, possivelmente, já terá virado vapor. As últimas geleiras seriam alvos de cobiça. E, para não ter que extrair água delas, uma das soluções seria...

...Secar o ar
Grandes coletores de ar, que condensam a água na atmosfera, já existem e foram testados em desertos na Índia, por exemplo. No entanto, eles teriam que ser instalados longe dos grandes centros, pois os efeitos colaterais são graves: em grande escala, causam de problemas pulmonares a desertificação.

Bebendo urina
Na Estação Espacial Internacional, desde 2008 astronautas bebem água graças a um equipamento que recicla suor e urina. Em 2050, todas as casas teriam água de reúso para cozinhar e beber. A tecnologia de purificar líquidos de esgoto também deverá ser popular.

Oásis alienígena
Potências espaciais como Estados Unidos, Rússia, Índia, Paquistão e China, além de empresas privadas, deverão iniciar uma nova corrida espacial. O objetivo seria buscar água em asteroides e nas calotas polares de Marte, onde haveria mais água que no solo da Lua.

Potências aquíferas
Quem investir antes em dessalinização largará na frente. Hoje, na Arábia Saudita, por exemplo, 70% da água é dessalinizada. Nações sul-americanas como o Brasil também serão importantes por causa do aquífero Guarani, maior fonte de água subterrânea do mundo, que fica sob nossos pés.

Mar morto
Se a dessalinização é o recurso mais viável para obter água doce, ela também gera um grande impacto ambiental. Além do gasto de energia, a dessalinização ameaça a vida marítima nas regiões costeiras, segundo a ONG WWF. O mar vai ficar sem sal - com o perdão do trocadilho.


sexta-feira, 22 de março de 2013

Dia Mundial da Água



O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.
Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos. 

Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem. 

Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia. 

Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam. 

Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras. 

Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo. 

Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis. 

Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado. 
Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social. 

Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

casas sustentáveis

Casa sustentável.Casas “verdes” têm se tornando uma tendência nos tempos modernos. Elas são aconchegantes e ecologicamente corretas, pois os materiais utilizados na construção dessas residências são ecologicamente amigáveis, como tijolos reciclados e madeira de reflorestamento. Isso as torna casas sustentáveis, tão bonitas quantos quanto às convencionais.
Essa tendência já chegou nas construções civis do Brasil, muitos empreendimentos novos estão sendo construídos com praticas ecológicas e reciclagem de material, estão se tornando casas “verdes”, diminuindo o impacto e economizando. As casas ecológicas podem custar bem menos do que uma obra convencional, apesar dos materiais serem mais caros, você utiliza menos, garantindo uma economia no preço final.
O tijolo ecologicamente correto é mais fácil de utilizar, é possível levantar as paredes de uma casa de porte pequeno em três dias, pois o tijolo não utiliza cimento, ele é desenhado para encaixar aos outros tijolos e formar a parede, o que economiza tempo e mão de obra na construção.
Ao construir uma casa, devem-se levar em consideração diversos fatores, como a escola certa dos materiais, quanta energia irá utilizar na construção da casa e assim por diante. Por isso, optar por energia solar é uma ótima maneira de economizar, em médio prazo já possível notar a diferença.
As casas sustentáveis não produzem entulho e nem desperdiçam materiais, o terreno se mantém limpo. Geralmente uma obra para uma casa de tamanho médio leva em torno de três meses, utilizando metade da mão de obra necessária para erguer uma casa de alvenaria.
São muitas as vantagens em construir uma casa ecológica, além de colaborar com as questões ambientais você servirá de incentivo para outras pessoas construírem casas “verdes”, ampliando ainda mais a sua colaboração com a natureza.

Fonte: http://www.atitudessustentaveis.com.br/

sábado, 21 de maio de 2011

Água – O PLANETA TEM SEDE DE PRESERVAÇÃO

Água – O PLANETA TEM SEDE DE PRESERVAÇÃO
Fonte: revista Help.com – meio ambiente
O planeta terra é composto de mais de 2/3 de água. São oceanos, rios, lagos, só que a maioria dessa água é inadequada para consumo humano.
Um pequeno resumo: 71% da superfície do planeta terra é coberta de água, mas deste numero apenas 0,63% é feito de água doce, ou seja, ideal para consumo humano. Junte a isso dezenas de fatores como: poluição dos rios falta de saneamento básico, despejo desordenado de materias químicos em rios de lagoas e vemos que esse número, que já é baixo, pode cair consideravelmente.
SOLUÇÕES SIMPLES QUE PODEM PARTIR DE VOCÊ
Como você viu, apesar de abundante, a água potável é um recurso escasso. Alguns pesquisadores afirmam que em um futuro muito próximo ela vai ser tão ou mais cara que o próprio petróleo. Por isso alguns gestos que você faz em casa e no trabalho podem ser decisivos pra ajudar na economia de água e principalmente dinheiro.
No Banheiro
O banheiro é o lugar que mais se consome água. Por isso, ele merece atenção redobrada para que sua economia seja eficiente:
a) Evite deixar a torneira aberta enquanto escova os dentes. Abra a torneira somente na hora do enxague.
b) Mantenha a válvula da privada regularmente e evite aperta-la desnecessariamente. Outra dica é não jogar papéis, plásticos ou absorventes no vaso sanitário, além de entupir os canos o lixo pode causar contaminação nos rios onde o esgoto é desovado.
c) Não tome banhos demorados. Um banho adequado para uma boa higiene dura até seis minutos.
Na casa
a) Ligue a máquina de lavar apenas uma vez na semana. Use-a na capacidade máxima, evite liga-la para apenas lavar uma blusinha, por exemplo.
b) Quando for lavar suas roupas na mão, não use sabão em excesso. Isso evita um maior número de enxágue e maior desperdício de água.
c) Ao lavar o seu carro use o balde ao invés da mangueira. Para lavar o piso ou calçada a dica é a mesma: use uma vassoura e quando necessário use um balde ao final.
d) Ao lavar a louça só deixar a torneira aberta na hora de enxaguá-la.
Essas dicas vão ajudar você a fazer com que a Terra continue sendo chamada de planeta água.



 

domingo, 23 de janeiro de 2011

Algas marinhas multiuso

Algas marinhas multiuso
Fábio Reynol - 10/09/2010 - Agência Fapesp


O Brasil guarda debaixo d’água um reservatório valioso para o fornecimento de produtos como medicamentos, combustíveis e até mesmo um filtro solar natural de ótimo desempenho.São as algas marinhas, cujo potencial muito além dos sushis foi destacado pelo professor Pio Colepicolo Neto, do Departamento de Bioquímica do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), no Workshop sobre biodiversidade marinha: avanços recentes em bioprospecção, biogeografia e filogeografia, realizado pelo Programa Biota-FAPESP e que termina nesta sexta-feira (10/9), na sede da Fundação.Colepicolo coordena o Projeto Temático “Estudos de bioprospecção de macroalgas marinhas, uso da biomassa algal como fonte de novos fármacos e bioativos economicamente viáveis e sua aplicação na remediação de áreas impactadas (biodiversidade marinha)”, que também integra o Biota-FAPESP.“Por estarem expostas a ambientes e situações adversas, as algas desenvolvem, como metabólitos secundários, moléculas químicas extremamente sofisticadas e diferentes das estruturas produzidas por plantas terrestres”, disse à Agência FAPESP.Segundo o cientista, já se sabe que as algas marinhas desempenham uma função fundamental no ambiente: elas respondem por cerca da metade do oxigênio liberado na atmosfera; delas saem o dimetil sulfeto, principal gás responsável pela formação de nuvens; são biorremediadoras de águas poluídas; e podem ser utilizadas como um biomarcador de poluição. Colepicolo também mostrou que as algas podem ser fornecedoras de compostos únicos e extremamente complexos.“Essas moléculas encontram vasta aplicação na indústria farmacêutica ao servir de base para a fabricação de antiinflamatórios, antifúngicos, antivirais, bactericidas, antioxidantes e mais uma enorme gama de produtos que podem ser desenvolvidos de forma inovadora, estratégica e economicamente importante para o Brasil”, destacou.As aplicações dessas substâncias vão além da medicina. Na agricultura, por exemplo, antifúngicos extraídos de macroalgas podem ser aplicados sobre frutas como mamão, morango e figo e, com isso, pode-se aumentar o tempo de vida útil da fruta na prateleira de três a quatro semanas.“Podemos ganhar até um mês de viabilidade em produtos agrícolas que são exportados”, disse o professor da USP, ressaltando a importância econômica de aplicações como essa.Outro grande potencial das micro e macroalgas marinhas é fornecer o princípio ativo para protetores solares naturais. Há cinco anos, em um outro projeto apoiado pela FAPESP sob a coordenação de Colepicolo, o grupo de pesquisa isolou de macroalgas da costa brasileira as micosporinas (MAA), substâncias químicas de baixo peso molecular, com alta capacidade de absorver radiação ultravioleta (UV).Algumas micosporinas são também antioxidantes. Essas substâncias têm a finalidade de protegê-las contra os efeitos danosos de UV, função exercida pelos flavonoides nas plantas terrestres.Por ficarem mais expostas ao sol, as algas tropicais são as que mais apresentam substâncias resistentes aos raios UV. Esses protetores solares naturais das algas são particularmente importantes para os biomas marinhos, pois também fornecem proteção solar a outros organismos como peixes, moluscos, zooplâncton e corais.“As algas marinhas produzem essas substâncias e muitos peixes adquirem proteção solar ao se alimentar desses organismos fotossintetizantes”, explicou o pesquisador.O fenômeno do branqueamento de corais é causado pela ausência desses protetores naturais fornecidos pelas algas. A ausência das algas que vivem em simbiose com os corais os deixam expostos à radiação. Com isso, eles acabam sofrendo a ação direta dos raios UV, perdem coloração e morrem. Ambientalmente, esse efeito é extremamente danoso, pois perdem-se componentes importantes do equilíbrio ecológico marinho.O desempenho do protetor natural também chamou a atenção dos pesquisadores. Em testes, o absorvedor de UV das algas apresentou um espectro de absorção muito próximo ao mais eficiente produto sintético vendido no mercado.“A indústria cosmética poderá se beneficiar de dois efeitos do produto – sua ação antioxidante e de proteção contra UV – e, com isso, oferecer produtos com ação sinérgica contra o estresse oxidativo, câncer de pele e envelhecimento precoce”, afirmou.Colepicolo estima que, além de protetores para a pele, as micosporinas poderão ser usadas na base de tintas e vernizes para proteger materiais que ficam expostos à luz solar, como prédios e barcos.BiocombustíveisO pesquisador também abordou no workshop as perspectivas de produção de algas marinhas em regiões próximas à costa brasileira, um subprojeto integrante do Projeto Temático. “As fazendas de cultivo de macroalgas ajudariam a preservar as espécies, uma vez que evitam a extração e eventual predação dessas plantas em seu ambiente natural”, disse.Em parceria com a professora Eliane Marinho-Soriano, do Departamento de Oceanografia e Limnologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Colepicolo espera desenvolver sustentabilidade em cultivos integrados que envolvam a criação de organismos diferentes.A primeira experiência é o cultivo de macroalgas e a criação de camarões em um único tanque do tamanho de um campo de futebol, em média, a 1,5 metro de profundidade.A cada três meses, mesmo tempo de crescimento ideal das macroalgas, os camarões são coletados e as águas eutrofizadas dos tanques são devolvidas aos mangues da região. Com os cultivos integrados, as macroalgas colaboram para a purificação da água absorvendo o excesso de nitrogênio, fosfato e outros resíduos para seu desenvolvimento, servindo assim de biorremediadoras ambientais.“A parceria com a professora Eliane da UFRN é muito importante. No Rio Grande do Norte há alta incidência de radiação solar, o que aumenta a produtividade das algas”, disse Colepicolo, explicando que a luz solar aumenta a velocidade de desenvolvimento e de reprodução das plantas aquáticas.Para o professor da USP, as algas podem ainda ser uma boa fonte de biocombustíveis e suprir a demanda por biodiesel que não consegue ser atendida somente pelas fontes animais e vegetais terrestres atuais. Esse também é um dos braços de pesquisa contemplados pelo Projeto Temático.Para esse objetivo, o pesquisador defende o melhoramento de cultivos e a aplicação de engenharia molecular, além de pesquisas em extração e refino do óleo de alga. Esses esforços poderiam tornar o combustível de alga competitivo em relação ao similar obtido do petróleo.“A bioenergia de algas tem duas frentes diferentes de pesquisa. Primeiramente, as microalgas, ricas em lipídios, ou gorduras, são ideais para a fabricação de biodiesel”, disse Colepicolo, ressaltando que, diferentemente dos vegetais terrestres, o cultivo de algas não necessita de fertilizantes nem de pesticidas.“Já as macroalgas possuem um alto teor de açúcar. Algumas espécies apresentam entre 50% e 60% de seu peso seco em polissacarídeos. São açúcares que, ao serem degradados por enzimas específicas, transformam-se em monômeros fermentáveis que dão origem ao etanol”, completou.As macroalgas podem participar das pesquisas do etanol de terceira geração provenientes de carboidratos. “Trata-se de uma alternativa sustentável e ecologicamente correta, pois só usa água salgada e luz solar para crescer e não é necessária a utilização de agrotóxicos e fertilizantes”, disse.
Agência Fapesp