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domingo, 22 de março de 2015

Dia da AGUA!




Vamos refletir: O quanto valorizamos a água do nosso planeta que é a fonte da nossa vida!

Vamos cuidar dela?



sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Pesquisadores anunciam a ‘extinção inexorável’ do Rio São Francisco


EF  27 DE SETEMBRO DE 2014  COMENTAR

equivalente a dar oito voltas na Terra — ou a andar 344 mil quilômetros — a distância percorrida por pesquisadores durante 212 expedições ao longo e no entorno do Rio São Francisco, entre julho de 2008 e abril de 2012.  O trabalho mapeia a flora do entorno do Velho Chico enquanto ocorrem as obras de transposição de suas águas, que deverão trazer profundas mudanças na paisagem.  Mais do que fazer relatórios exigidos pelos órgãos ambientais que licenciam a obra, o professor José Alves Siqueira, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina, Pernambuco, reuniu cem especialistas e publicou o livro “Flora das caatingas do Rio São Francisco: história natural e conservação” (Andrea Jakobsson Estúdio).  A obra foi lançada em Recife este mês.
Em 556 páginas e quase três quilos de textos, mapas e muitas fotos, a publicação é o mais completo retrato da Caatinga, único bioma exclusivo do Brasil e extremamente ameaçado. O título do primeiro dos 13 capítulos, assinado por Siqueira, é um alerta: “A extinção inexorável do Rio São Francisco”.
— Mostro os elementos de fauna e da flora que já foram perdidos. É como uma bicicleta sem corrente, como anda? E se ela estiver sem pneu? E se na roda estiver faltando um raio, e quando a quantidade de raios perdidos é tão grande que inviabiliza a bicicleta? Não sobrou nada no Rio São Francisco.
Sinceramente, não sei o que vai acontecer comigo depois do livro, mas precisava dizer isso — desabafa o professor da Univasf. — Queremos que o livro sirva como um marco teórico para as próximas décadas. Vou provar daqui a dez anos o que está acontecendo.
Ao registrar o estado atual do Rio São Francisco, o pesquisador estabelece pontos de comparação para uma nova pesquisa, a ser feita no futuro, medindo os impactos dos usos do rio.
Além do desvio das águas, há intenso uso para o abastecimento humano, agricultura, criação de animais, recreação, indústrias e muitos outros. Desaguam no Velho Chico milhares de litros de esgoto sem qualquer tratamento. Barramentos — sendo pelo menos cinco de grande porte em Três Marias, Sobradinho, Itaparica, Paulo Afonso e Xingó — criam reservatórios para usinas hidrelétricas. Elas produzem 15% da energia brasileira, mas têm grande impacto. Alteraram o fluxo de peixes do rio e a qualidade das águas, acabaram com lagoas temporárias e deixaram debaixo d’água cidades ou povoados inteiros, como Remanso, Casa Nova, Sento Sé, Pilão Arcado e Sobradinho.
Com o fim da piracema, uma vez que os peixes não conseguiam mais subir o rio para se reproduzir, o declínio do número de cardumes e da variedade de espécies foi intenso. Entre as mais afetadas, as chamadas espécies migradoras, entre elas curimatá-pacu, curimatá-pioa, dourado, matrinxã, piau-verdadeiro, pirá e surubim.
Não foram as barragens as únicas culpadas pelo esgotamento de estoques pesqueiros do Velho Chico. Programas de incentivo da pesca, que não levaram em consideração a capacidade de recuperação dos cardumes, aceleraram a derrocada da atividade. Espécies exóticas, introduzidas no rio com o objetivo de aumentar sua produtividade, entre elas o bagre-africano, a carpa e o tucunaré, se tornaram verdadeiras pragas, sem oferecer lucro aos pescadores.
A região do São Francisco, que já foi considerado um dos rios mais abundantes em relação a pescado no país, precisa lidar com a importação em larga escala de peixes, sobretudo os amazônicos, para suprir o que não consegue mais fornecer. Uma das espécies mais comercializadas na Praça do Peixe, a 700 metros do rio, é o cachara (surubim) do Maranhão ou do Pará. Nos restaurantes instalados nas margens do Rio São Francisco, o cardápio oferece tilápias cultivadas ou tambaquis importados da Argentina.
A mudança provocada pelo homem tanto nas águas do Velho Chico quanto na vegetação que o circunda foi drástica e rápida. Tendo como base documentos históricos disponíveis, entre eles ilustrações de expedições de naturalistas importantes, como as do alemão Carl Friedrich Philipp von Martius, é possível ver a exuberância do passado. Um desenho feito há 195 anos mostra os especialistas da época deslumbrados com árvores de grande porte, lagoas temporárias, pássaros em abundância. Ou seja, uma enorme biodiversidade, que hoje não existe mais.
Menos de dois séculos depois, restam apenas 4% da vegetação das margens do Rio São Francisco. Desprovidas de cobertura verde, elas sofrem mais com a erosão, que assoreia o rio em ritmo acelerado. Os solos apresentam altos índices de salinização e os açudes ficam com a água salobra. Aumentam as áreas de desertificação. O Velho Chico está praticamente inviável como como hidrovia. Espécies foram extintas e ecossistemas estão profundamente alterados.
Diante da expectativa da “extinção inexorável do Rio São Francisco”, o livro ressalta a importância de gerar conhecimento científico. Não apenas os pesquisadores precisam se debruçar mais sobre o bioma como também o senso comum criado sobre a Caatinga a empobrece. Por isso o título do livro optou por “Caatingas”, no plural, chamando a atenção para sua enorme diversidade.
— O processo que levará ao fim do Rio São Francisco não começou hoje. Basta olhar a ilustração para ver o que aconteceu em tão pouco tempo, menos de 200 anos. A imagem nos mostra um bioma surpreendente: o tamanho das árvores, a diversidade de animais, a exuberância — ressalta Siqueira. —Observamos que ocorre um efeito em cascata. Tanto que, se algo não for feito agora, de forma veemente, o impacto do aquecimento global na Caatinga, que é o local mais ameaçado pelas mudanças climáticas, será dramático.
Exclusividade do Brasil
Difundir o conhecimento gerado durante as expedições é um dos principais legados da publicação. Ainda mais porque trata-se de uma temática brasileiríssima. Aproveitando o jargão ambientalista, que chama de endêmica a espécie que só existe numa determinada região, José Alves Siqueira diz que a Caatinga e o Rio São Francisco são dois endemismos brasileiros. O bioma só ocorre no Brasil, assim como o Velho Chico, que é o único corpo hídrico de grande porte que nasce e deságua em território nacional. Além disso, entre as 1.031 espécies coletadas — a partir de 5.751 amostras —, 136 (13,2%) são restritas à Caatinga.
Além disso, 25 espécies cuja ocorrência não era conhecida no Nordeste foram encontradas. Situação semelhante ocorreu com 164 plantas, nunca antes observadas na Caatinga. Mas a cereja do bolo é uma nova espécie coletada por pesquisadores, que ainda estão trabalhando com as informações obtidas em campo para publicar, até o final do ano, a descrição da planta em uma revista especializada.
— A espécie mais próxima desta é do Charco, na Argentina e Paraguai. Isso mostra uma relação entre Caatinga com aquele bioma, são ecossistemas incríveis — ressalta Siqueira. — Este é um dos resultados fabulosos do trabalho, mostra mais uma vez que a Caatinga não é pobre, homogênea nem o patinho feio dos biomas.
No último capítulo, “A flora das Caatingas”, assinado por 78 especialistas de 40 instituições, diversas universidades, entre elas UFRJ e USP, jardins botânicos, Embrapa e até o Museu de História Natural de Viena, detalha métodos de pesquisa e apresenta uma lista florística com as 1.031 espécies. Também é possível ver informações na internet.
Os pesquisadores ressaltam, ainda, que ainda há muito para se descobrir sobre a flora das Caatingas. As plantas desenvolvem mecanismos de adaptação que são ignoradas pela ciência. Sendo assim, os autores do livro destacam que são necessários esforço e dedicação para que o estágio do diagnóstico da diversidade biológica seja superado pelos estudos voltados para as práticas de conservação. Nesta direção, a Univasf criou o Centro de Referência para a Restauração de Áreas Degradadas.
Recuperar a Caatinga é uma tarefa árdua, requer conhecimento científico específico. Isso reforça a importância de manter áreas nobres ainda intocadas. A equação é simples: é muito mais fácil e barato manter a floresta em pé do que tentar reflorestar uma região degradada. Por outro lado, sem o rigor acadêmico, empresas que são obrigadas a replantar em determinadas áreas acabam fazendo as escolhas erradas, como colocar grama de crescimento rápido e impacto visual, mas inadequada para o meio ambiente.
Formatar um conhecimento consolidado de como recuperar a Caatinga deverá ser um trabalho para pesquisadores durante os próximos 30 anos. Um capítulo inteiro é dedicado ao assunto: “Restauração ecológica da Caatinga: desafios e oportunidades”, assinado por Felipe Pimentel Lopes de Melo, do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Pernambuco; Fabiana de Arantes Basso, do Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga, da Univasf; e Siqueira. Os autores expressam a urgência de melhorar a relação do homem com o meio ambiente. É fundamental superar a tensão entre a conservação dos recursos naturais com a crescente demanda por matéria-prima, como lenha, carvão, água e energia. Em geral, as soluções imediatistas e sem planejamento trazem enormes prejuízos econômicos, sociais e ambientais: os três pilares da sustentabilidade.
O livro também pode ser lido como uma exaltação ao bioma, incluindo a chamada cultura ‘caatingueira’ e a alma sertaneja, que não são deixadas de fora da edição. No segundo capítulo, (“Viajantes naturalistas no Rio São Francisco”), considerado pelo organizador do livro como o mais poético, Lorelai Brilhante Kury, especialista da Fundação Oswaldo Cruz e da Uerj, faz um resgate histórico e cultural das transformações ambientais.
As agressões ao Velho Chico são históricas. O rio serviu com via de ocupação da região. Ricos e pobres usam os recursos naturais como se fossem infinitos. Entre Petrolina e Juazeiro, casas que valem cerca de R$ 500 mil contam com equipamentos sofisticados, segurança de primeiro padrão e móveis caríssimos, mas a estrutura sanitária é arcaica, contamina o lençol freático e o rio. Lanchas e motos náuticas geram ruído e afugentam peixes. Quase não se vê reaproveitamento de água ou o uso de fontes energéticas renováveis.
— A principal contribuição do livro é chamar a atenção para a Caatinga. É o único bioma exclusivo do Brasil, porém o menos conhecido. Seu personagem mais famoso é o Rio São Francisco, que serviu de mote para o estudo de conservação da Caatinga — frisa Felipe Melo, professor de ecologia da Universidade Federal de Pernambuco e um dos pesquisadores envolvidos na coleta de informações que constam do livro.
Mais do que apontar problemas, os pesquisadores defendem a adoção de práticas sustentáveis. No final de cada capítulo, eles apresentam medidas que poderiam mitigar impactos social, ambiental e também econômico. Além disso, há preocupação com a difusão das informações geradas. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro, por exemplo, também recebe parte do material coletado pelos cientistas. A instituição carioca poderá montar uma estufa dedicada às plantas da Caatinga.
— É um desafio para a sociedade garantir desenvolvimento econômico com sustentabilidade. Vamos fazer outra Sobradinho? Não. As cidades que ficaram debaixo d’água por causa dos represamentos do Rio São Francisco perderam histórias, vidas, sítios arqueológicos inteiros — argumenta José Alves Siqueira. — Em síntese, posso dizer que o caminho a ser seguido para viabilidade do São Francisco como modelo de desenvolvimento para outras regiões é a base científica sólida. Investir em recursos humanos, aporte de recursos financeiros para ciência, tecnologia e educação básica.
Os diagnósticos apresentados no livro, porém, têm prazo de validade. Os autores afirmam que são necessárias intervenções imediatas pra tentar mudar em escala regional o cenário de degradação. Além disso, sobram críticas em relação às discussões que envolvem o novo código florestal. O organizador do livro sustenta que já há conhecimento científico sólido em relação à necessidade mínima de 30 metros de vegetação nas margens dos rios para a proteção da qualidade da água, estabilização de encostas e prevenção a enchentes.
Dinheiro não falta. Pelo contrário. Só as obras de transposição de águas, originariamente orçadas em R$ 4,5 bilhões, deverão consumir cerca de R$ 10 bilhões. São recursos federais que prometem melhorar a qualidade de vida na região. Não é o primeiro grande investimento público da Caatinga.
Porém, analisando a história, pesquisadores não encontraram relação direta entre o gasto e o bem-estar para a população.
Para quebrar a ideia de que o setor público não consegue fazer trabalhos de qualidade, os pesquisadores se esforçam para multiplicar o legado dos programas ambientais, previstos nos investimentos que mudarão o curso de parte das águas do Rio São Francisco.
Desde 2008, quando o dinheiro começou a ser repassado para a universidade, foram criados o Centro de Referência da Caatinga e novos laboratórios. A equipe conta com dez picapes com tração nas quatro rodas para percorrer a região durante o monitoramento da vegetação.
O trabalho de formação de alunos se volta para o bioma local. Por exemplo, havia uma dificuldade em achar veterinários que conhecessem os animais do bioma, como o veado catingueiro. Até então, grande parte dos alunos da universidade só entendia de cachorro e de gato.
— A obra (de transposição da água do Rio São Francisco) acaba nos proporcionando os meios para uma formação mais qualificada dentro da universidade. A demanda é grande, falta gente especializada para trabalhar para nossa equipe. Contratamos pessoas do Brasil inteiro — diz Siqueira. — A chave é procurar entender as especificidades do bioma Caatinga, que, muitas vezes, chega a passar dez meses na seca. Precisamos entender as adaptações da fauna e flora, assim como a cultura.
Fonte: O Globo

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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Piscinas Ecológicas

Conheça os modelos de piscina que são ecologicamente corretas e de manutenção zero. 


O importante de uma piscina ecológica é o fato de não ter grandes dificuldades para a sua construção e os custos são bem mais abaixo de uma tradicional, o importante de uma construção desse nível é que vai te proporcionar uma manutenção quase que zero, haverá uma integração muito mais significativa na paisagem, no comportamento da fauna e flora e no tratamento das águas.

As primeiras piscinas ecológicas foram feitas na Áustria e na Alemanha e estão se tornando cada vez mais difundidas e projetadas, tendo em alguns países piscinas ecológicas públicas comportando de 300 a 500 pessoas dia, sem que tenha havido problemas constatados pela vigilância sanitária.
Pode-se dizer que uma piscina ecológica é como se fosse um lago natural, usando a natureza para que recrie os ambientes, proporcionando banhos em águas límpidas, havendo a preocupação com a poluição ou produtos químicos, que são necessários em piscinas convencionais.
Só que a aceitação não é tão fácil assim, para uma mudança tão radical, para uma piscina ecológica, as questões que surgem são as seguintes, até que ponto a natureza é capaz de fazer sozinha o que toda tecnologia faz sendo que essas piscinas representam tecnologia limpa com funções lúdicas, com paisagismo que contribuem para uma saúde mental  para quem delas se utilizam?

No entanto as piscinas ecológicas são inofensivas para com a pele, olhos e cabelos, de quem dela faz uso, contribuem para a manutenção de uma boa biodiversidade, onde ao criar condições de um micro ecossistema que será utilizável por fauna palustre, anfíbios e répteis, contribuindo ainda para a disseminação  de melgas e mosquitos, porque a água contém uma quantidade enorme de oxigênio e devido à presença de predadores, tem baixo custo energético.
Sua manutenção é de corte das plantas secas nas margens, remoção de folhas mortas, permitindo a integração paisagística entre a piscina, a casa de habitação e a própria paisagem. O preço de uma piscina ecológica ainda é caro, na Espanha o preço varia entre 7 e o 8 mil euros, enquanto no Brasil, as poucas empresas com experiência cobram mais de 14 mil para a realização deste projeto.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Aquecimento Global


Entenda o aquecimento Global, Efeito Estufa, consequências, aumento da temperatura mundial aquecimento global no Brasil, degelo das calotas polares, gases poluentes, Protocolo de Kyoto, furacões, ciclones, desertos, clima, resumo.




 Poluição atmosférica: principal causa do aquecimento global




Introdução 

Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.
A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, CICLONES atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes FURACÕES causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos. 
Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e  monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.
O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas conseqüências em nível global.   





Derretimento de gelo nas calotas polares: uma das consequências do aquecimento global.




Consequências do aquecimento global

-
         Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;
-
         Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas do planeta Terra;
-
         Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;
-
         Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças. 
Protocolo de Kyoto

Este protocolo é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os
 Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.
Conferência de Bali

Realizada entre os dias 3 e 14 de dezembro de 2007, na ilha de Bali (Indonésia), a Conferência da
 ONU sobre Mudança Climática terminou com um avanço positivo. Após 11 dias de debates e negociações. os Estados Unidos concordaram com a posição defendida pelos países mais pobres. Foi estabelecido um cronograma de negociações e acordos para troca de informações sobre as mudanças climáticas, entre os 190 países participantes. As bases definidas substituirão o Protocolo de Kyoto, que vence em 2012.
Conferência de Copenhague - COP-15
A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima foi realizada entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, na cidade de Copenhague (Dinamarca). A Conferência Climática reuniu os líderes de centenas de países do mundo, com o objetivo de tomarem medidas para evitar as mudanças climáticas e o aquecimento global. A conferência terminou com um sentimento geral de fracasso, pois poucas medidas práticas foram tomadas. Isto ocorreu, pois houve conflitos de interesses entre os países ricos, principalmente Estados Unidos e União Européia, e os que estão em processo de desenvolvimento (principalmente Brasil, Índia, China e África do Sul).  
De última hora, um documento, sem valor jurídico, foi elaborado visando à redução de gases do efeito estufa em até 80% até o ano de 2050. Houve também a intenção de liberação de até 100 bilhões de dólares para serem investidos em meio ambiente, até o ano de 2020. Os países também deverão fazer medições de gases do efeito estufa a cada dois anos, emitindo relatórios para a comunidade internacional.
Dados alarmantes
- Em maio de 2013, a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) divulgou um relatório mostrando que o planeta atingiu a maior concentração de dióxido de carbono da história. A concentração deste poluente, que é um dos principais causadores das mudanças climáticas e do aquecimento global, está com média diária de 400 ppm (partículas por milhão).
Efeitos do aquecimento global no Brasil
De acordo com dados preliminares divulgados pelo IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) em setembro de 2013, o clima brasileiro poderá sofrer os efeitos do aquecimento global até o final deste século. As regiões sul e sudeste poderão ter um aumento de até 0,5% na temperatura média até o final do século. Já as regiões centro-oeste, nordeste e norte poderão ter as temperaturas médias aumentadas em 1,5%.  Estas projeções são para um cenário otimista, ou seja, com controle da emissão de gases do efeito estufa. Num cenário de grande aumento na emissão destes gases, a temperatura poderá se elevar mais do que o dobro em relação a estas projeções.
De acordo com estas projeções, poderá também ocorrer ser mais frequente a formação de ondas de calor nas regiões Nordeste e na Amazônia.
Os dados completos serão divulgados pelo IPCC em abril de 2014.


domingo, 14 de abril de 2013

22 DE ABRIL - DIA DA TERRA


Vamos conservar nosso planeta! 

O dia Mundial da Terra é comemorado no dia 22 de abril. A data surgiu nos Estados Unidos na década de 70 quando o senador Gaylord Nelson organizou o primeiro
protesto nacional contra a poluição. Mas foi só a partir da década de 90 que a data se internacionalizou, ou seja, outros países também passaram a celebrar a data.
 

Aproveite esta época para fazer alguma coisa boa para o planeta mãe Terra, como plantar uma muda, convocar os amigos
 
para ajudar a coletar o lixo da praça ou parque que você frequenta, colocar lixeiras perto dos rios para evitar lixo nos córregos
e muito mais pode ser feito. O importante é passar a mensagem da importância de cuidar do nosso planeta, afinal esta é a nossa casa.
 

Por coincidência hoje também celebramos o descobrimento do Brasil, quando os portugueses desembarcaram em terra tiveram o primeiro contato com os índios. Os portugueses estranharam muitos dos hábitos indígenas como o fato de andarem nus! Já que o calor do clima tropical é intenso as peças utilizadas funcionavam mais como adornos, o que contrastou muito com as roupas pesadas dos europeus devido ao clima mais frio e ameno.
 

Apesar do choque entre culturas, os índios ensinaram muito aos europeus. Os índios viviam e vivem em harmonia com a natureza, respeitam a mata, valorizam os bichos e são profundo conhecedores da flora onde vivem, inclusive utilizam como medicamentos diversos tipos de plantas.
 

Que tal aprendermos um pouco mais sobre os índios brasileiros tenho certeza que encontraremos dicas de como cuidar melhor da nossa Mãe Terra!
 


Curiosidades sobre a Terra:

·         Tem em torno de 4,5 bilhões de anos
·         Tem 510,3 milhões de km2 de área total
·         Aproximadamente 97% da superfície da Terra é composta por água
·         O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal - China com aproximadamente 8.800 metros
·         A população humana atual da Terra é de aproximadamente 6 bilhões

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Prefeitura do Rio vai multar a partir de julho quem jogar lixo na rua



Guarda Municipal vai usar um equipamento para aplicar as multas.
Basta o número do CPF para que a multa seja registrada. 
Fonte: Do G1 Rio
A Prefeitura do Rio vai aplicar multas a partir de julho para quem jogar lixo no chão. As novas regras foram anunciadas nesta terça-feira (9). Não importa o tamanho do lixo. Pode ser um chiclete ou uma guimba de cigarro, como mostrou o RJTV.
Valores
Para resíduos pequenos, que tenham tamanho igual ou menor ao de uma lata de cerveja, a multa é de R$ 157. Para resíduos maiores que uma lata de cerveja e menores que um metro cúbico, o valor sobe para R$ 392. O que for descartado de forma inadequada com tamanho acima de um metro cúbico, custará ao infrator R$ 980.
Multa pelo número do CPF
A Guarda Municipal vai usar um palmtop para aplicar as multas. Basta o número do CPF para que a multa seja registrada. Se o cidadão se recusar a dar o CPF, será levado pela PM até a delegacia mais próxima como já acontece com quem é flagrado fazendo xixi na rua.
Quem for multado tem o direito de recorrer. Se ainda assim for considerado culpado e decidir não pagar a multa, terá o título protestado pela prefeitura. Ou seja, poderá ter dificuldades para pedir empréstimos ou fazer compras parceladas no varejo.
Por ano, a varrição de ruas e a limpeza das praias custam R$ 16,5 milhões. Dinheiro público que poderia ser melhor empregado na construção de creches, hospitais ou casas populares.
Realidade em outros países
O que começa a valer agora no Rio de Janeiro já é realidade em vários outros lugares do mundo. No Texas, Estados Unidos, astros do cinema, da música e do esporte participam ativamente de campanhas publicitárias que estimulam o cidadão a não sujar as ruas.

O valor da multa pode chegar até 500 dólares, aproximadamente mil reais, dependendo do peso do lixo. 
Em Londres, o rigor é o mesmo. Uma das campanhas mais populares é que lembra que um simples chiclete jogado no chão pode custar 80 libras de multa, aproximadamente R$ 240. 
Em Paris, cuspir na rua é infração tão grave quanto não limpar a sujeira do cachorro. Multa de 35 euros, o equivalente a R$ 87. 

Em Tóquio é difícil encontrar algum gari nas ruas. Os japoneses aprendem desde cedo na escola e recolher todo o lixo que produzem e dar a destinação correta.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Moradores do Jardim Botânico e do Horto fazem manifestações em frente ao parque


Fonte: G1
  • De um lado, os que são contra a ocupação irregular do parque; do outro, quem mora lá há mais de 60 anos e não quer sair


Moradores das associações de moradores do Horto e do Jardim Botânico protestam na entrada do Jardim BotânicoO Globo / Hudson Pontes
RIO - Uma briga antiga entre associações de moradores do Jardim Botânico e do Horto (Amahor) movimentou a manhã deste domingo. De um lado, cerca de 150 manifestantes da Associação de Moradores e Amigos do Jardim Botânico (AMA - JB), que defendem a preservação integral do parque, alegando que ele faz parte do Patrimônio Histórico Nacional. Do outro, outras 50 pessoas da Associação de Moradores e Amigos do Horto (Amahor), que vivem há mais de 60 anos nas áreas tombadas do Jardim Botânico e se recusam a sair. O primeiro grupo marcou uma manifestação para as 10h. O segundo chegou às 8h, para fazer seu próprio protesto. Carregando faixas e cartazes, eles ficaram em lados diferentes da calçada em frente ao parque e trocaram acusações até o início da tarde.
Atualmente, são 600 famílias - um total de 1800 moradores, em sua maioria descendentes de empregados antigos do JB- vivendo irregularmente no Jardim Botânico. Munidos de cartazes e carro de som, os moradores da área - que não pagam IPTU - pediam a regularização fundiária. A Polícia Militar acompanhou a manifestação, que não alterou o trânsito.
- A AMA-JB alega que somos invasores. Outra mentira é dizer que estamos na área do Jardim Botânico. Estamos numa área contígua ao Jardim Botânico, que pertence à União. Além de não ter legitimidade, a associação não tem poderes para resolver a situação latifundiária de ninguém. Querem tirar a gente daqui, mas para onde iríamos? E com certeza aquela área será entregue à especulação imobiliária. Vamos parar com essa elitização de que pobre não pode morar em áreas nobres da cidade - atacou Emilia Maria de Souza, a presidente da Amahor.
Mas, segundo Regina Carquejo, advogada da AMA-JB e do movimento S.O.S Jardim Botânico, a história não é bem assim:
- Não será entregue à especulação imobiliária de jeito nenhum. Queremos reflorestar o Jardim Botânico, nosso patrimônio. Somos contra qualquer tipo de ocupação ilegal dentro da área tombada do Jardim Botânico. E os entornos também devem ser preservados. Já fomos contra a construção de residências de luxo na área.
Entre as reclamações da AMA-RJ está a poluição do Rio dos Macacos que, segundo Regina, virou um esgoto a céu aberto.
- Há moradias ilegais em cima dele. Há muita coisa errada.



domingo, 18 de março de 2012

Relatório de mudanças do clima avalia impactos na Amazônia

Flávia Moraes

Desmatamento na Amazônia pode provocar diminuição das chuvas e aumento da temperatura, segundo dados do INPE.
O relatório final do projeto “Riscos das Mudanças Climáticas no Brasil” foi lançado esta semana no site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O estudo resultou do trabalho colaborativo realizado pelo Centro de Ciência do Sistema Terrestre (CCST), do INPE, e o Met Office Hadley Centre (MOHC), do Reino Unido. “O estudo visa fornecer informações relevantes aos políticos e tomadores de decisão locais sobre como o clima pode mudar no Brasil, com foco especial sobre a Amazônia”, afirma Gillian Kay, pesquisador do MOCH.

Os modelos climáticos projetados pelo MOHC e INPE mostram a relação entre grandes aumentos de temperatura do ar e reduções percentuais da precipitação pluviométrica na Amazônia. A temperatura média global subiu, aproximadamente, 0,7 ºC no século passado e esse aquecimento deve continuar em decorrência das contínuas emissões de gases de efeito estufa (GEE). Clique para ampliar.
“Entre os dados principais destacamos a redução da quantidade de chuva na Amazônia e o aumento da temperatura no decorrer deste século, que pode chegar a +4°C”, explica Lincoln Alves, um dos autores do trabalho. Essas mudanças podem afetar a continuação da viabilidade da floresta e, consequentemente, o clima regional. Isso porque a Amazônia desempenha um papel importante no fornecimento de umidade para o continente sul-americano, mesmo que ainda não tenha sido economicamente quantificado.

Outro ponto de alerta do relatório está relacionado à questão do desmatamento. “Esta é, naturalmente, uma ameaça mais imediata para a floresta. Assim, devido à interação entre a floresta e o clima, essa atividade também pode resultar na alteração do clima regional e, possivelmente, além, em escalas de tempo menores”, ressalta Kay. Ao atingir mais de 40% da floresta, o desmatamento pode provocar alteração significativa no ciclo hidrológico regional, produzindo um clima mais quente e seco.

Os resultados partiram da combinação de um modelo climático global desenvolvido no Met Office, com um modelo regional desenvoldido no INPE, capazes de produzir projeções mais detalhadas das alterações climáticas sobre o Brasil. O trabalho deve continuar como parte do programa científico do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas (INCT para Mudanças Climáticas) e da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanças Climáticas Globais (Rede CLIMA), ambos sediados no INPE.