Mostrando postagens com marcador campanha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador campanha. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Pesquisadores anunciam a ‘extinção inexorável’ do Rio São Francisco


EF  27 DE SETEMBRO DE 2014  COMENTAR

equivalente a dar oito voltas na Terra — ou a andar 344 mil quilômetros — a distância percorrida por pesquisadores durante 212 expedições ao longo e no entorno do Rio São Francisco, entre julho de 2008 e abril de 2012.  O trabalho mapeia a flora do entorno do Velho Chico enquanto ocorrem as obras de transposição de suas águas, que deverão trazer profundas mudanças na paisagem.  Mais do que fazer relatórios exigidos pelos órgãos ambientais que licenciam a obra, o professor José Alves Siqueira, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina, Pernambuco, reuniu cem especialistas e publicou o livro “Flora das caatingas do Rio São Francisco: história natural e conservação” (Andrea Jakobsson Estúdio).  A obra foi lançada em Recife este mês.
Em 556 páginas e quase três quilos de textos, mapas e muitas fotos, a publicação é o mais completo retrato da Caatinga, único bioma exclusivo do Brasil e extremamente ameaçado. O título do primeiro dos 13 capítulos, assinado por Siqueira, é um alerta: “A extinção inexorável do Rio São Francisco”.
— Mostro os elementos de fauna e da flora que já foram perdidos. É como uma bicicleta sem corrente, como anda? E se ela estiver sem pneu? E se na roda estiver faltando um raio, e quando a quantidade de raios perdidos é tão grande que inviabiliza a bicicleta? Não sobrou nada no Rio São Francisco.
Sinceramente, não sei o que vai acontecer comigo depois do livro, mas precisava dizer isso — desabafa o professor da Univasf. — Queremos que o livro sirva como um marco teórico para as próximas décadas. Vou provar daqui a dez anos o que está acontecendo.
Ao registrar o estado atual do Rio São Francisco, o pesquisador estabelece pontos de comparação para uma nova pesquisa, a ser feita no futuro, medindo os impactos dos usos do rio.
Além do desvio das águas, há intenso uso para o abastecimento humano, agricultura, criação de animais, recreação, indústrias e muitos outros. Desaguam no Velho Chico milhares de litros de esgoto sem qualquer tratamento. Barramentos — sendo pelo menos cinco de grande porte em Três Marias, Sobradinho, Itaparica, Paulo Afonso e Xingó — criam reservatórios para usinas hidrelétricas. Elas produzem 15% da energia brasileira, mas têm grande impacto. Alteraram o fluxo de peixes do rio e a qualidade das águas, acabaram com lagoas temporárias e deixaram debaixo d’água cidades ou povoados inteiros, como Remanso, Casa Nova, Sento Sé, Pilão Arcado e Sobradinho.
Com o fim da piracema, uma vez que os peixes não conseguiam mais subir o rio para se reproduzir, o declínio do número de cardumes e da variedade de espécies foi intenso. Entre as mais afetadas, as chamadas espécies migradoras, entre elas curimatá-pacu, curimatá-pioa, dourado, matrinxã, piau-verdadeiro, pirá e surubim.
Não foram as barragens as únicas culpadas pelo esgotamento de estoques pesqueiros do Velho Chico. Programas de incentivo da pesca, que não levaram em consideração a capacidade de recuperação dos cardumes, aceleraram a derrocada da atividade. Espécies exóticas, introduzidas no rio com o objetivo de aumentar sua produtividade, entre elas o bagre-africano, a carpa e o tucunaré, se tornaram verdadeiras pragas, sem oferecer lucro aos pescadores.
A região do São Francisco, que já foi considerado um dos rios mais abundantes em relação a pescado no país, precisa lidar com a importação em larga escala de peixes, sobretudo os amazônicos, para suprir o que não consegue mais fornecer. Uma das espécies mais comercializadas na Praça do Peixe, a 700 metros do rio, é o cachara (surubim) do Maranhão ou do Pará. Nos restaurantes instalados nas margens do Rio São Francisco, o cardápio oferece tilápias cultivadas ou tambaquis importados da Argentina.
A mudança provocada pelo homem tanto nas águas do Velho Chico quanto na vegetação que o circunda foi drástica e rápida. Tendo como base documentos históricos disponíveis, entre eles ilustrações de expedições de naturalistas importantes, como as do alemão Carl Friedrich Philipp von Martius, é possível ver a exuberância do passado. Um desenho feito há 195 anos mostra os especialistas da época deslumbrados com árvores de grande porte, lagoas temporárias, pássaros em abundância. Ou seja, uma enorme biodiversidade, que hoje não existe mais.
Menos de dois séculos depois, restam apenas 4% da vegetação das margens do Rio São Francisco. Desprovidas de cobertura verde, elas sofrem mais com a erosão, que assoreia o rio em ritmo acelerado. Os solos apresentam altos índices de salinização e os açudes ficam com a água salobra. Aumentam as áreas de desertificação. O Velho Chico está praticamente inviável como como hidrovia. Espécies foram extintas e ecossistemas estão profundamente alterados.
Diante da expectativa da “extinção inexorável do Rio São Francisco”, o livro ressalta a importância de gerar conhecimento científico. Não apenas os pesquisadores precisam se debruçar mais sobre o bioma como também o senso comum criado sobre a Caatinga a empobrece. Por isso o título do livro optou por “Caatingas”, no plural, chamando a atenção para sua enorme diversidade.
— O processo que levará ao fim do Rio São Francisco não começou hoje. Basta olhar a ilustração para ver o que aconteceu em tão pouco tempo, menos de 200 anos. A imagem nos mostra um bioma surpreendente: o tamanho das árvores, a diversidade de animais, a exuberância — ressalta Siqueira. —Observamos que ocorre um efeito em cascata. Tanto que, se algo não for feito agora, de forma veemente, o impacto do aquecimento global na Caatinga, que é o local mais ameaçado pelas mudanças climáticas, será dramático.
Exclusividade do Brasil
Difundir o conhecimento gerado durante as expedições é um dos principais legados da publicação. Ainda mais porque trata-se de uma temática brasileiríssima. Aproveitando o jargão ambientalista, que chama de endêmica a espécie que só existe numa determinada região, José Alves Siqueira diz que a Caatinga e o Rio São Francisco são dois endemismos brasileiros. O bioma só ocorre no Brasil, assim como o Velho Chico, que é o único corpo hídrico de grande porte que nasce e deságua em território nacional. Além disso, entre as 1.031 espécies coletadas — a partir de 5.751 amostras —, 136 (13,2%) são restritas à Caatinga.
Além disso, 25 espécies cuja ocorrência não era conhecida no Nordeste foram encontradas. Situação semelhante ocorreu com 164 plantas, nunca antes observadas na Caatinga. Mas a cereja do bolo é uma nova espécie coletada por pesquisadores, que ainda estão trabalhando com as informações obtidas em campo para publicar, até o final do ano, a descrição da planta em uma revista especializada.
— A espécie mais próxima desta é do Charco, na Argentina e Paraguai. Isso mostra uma relação entre Caatinga com aquele bioma, são ecossistemas incríveis — ressalta Siqueira. — Este é um dos resultados fabulosos do trabalho, mostra mais uma vez que a Caatinga não é pobre, homogênea nem o patinho feio dos biomas.
No último capítulo, “A flora das Caatingas”, assinado por 78 especialistas de 40 instituições, diversas universidades, entre elas UFRJ e USP, jardins botânicos, Embrapa e até o Museu de História Natural de Viena, detalha métodos de pesquisa e apresenta uma lista florística com as 1.031 espécies. Também é possível ver informações na internet.
Os pesquisadores ressaltam, ainda, que ainda há muito para se descobrir sobre a flora das Caatingas. As plantas desenvolvem mecanismos de adaptação que são ignoradas pela ciência. Sendo assim, os autores do livro destacam que são necessários esforço e dedicação para que o estágio do diagnóstico da diversidade biológica seja superado pelos estudos voltados para as práticas de conservação. Nesta direção, a Univasf criou o Centro de Referência para a Restauração de Áreas Degradadas.
Recuperar a Caatinga é uma tarefa árdua, requer conhecimento científico específico. Isso reforça a importância de manter áreas nobres ainda intocadas. A equação é simples: é muito mais fácil e barato manter a floresta em pé do que tentar reflorestar uma região degradada. Por outro lado, sem o rigor acadêmico, empresas que são obrigadas a replantar em determinadas áreas acabam fazendo as escolhas erradas, como colocar grama de crescimento rápido e impacto visual, mas inadequada para o meio ambiente.
Formatar um conhecimento consolidado de como recuperar a Caatinga deverá ser um trabalho para pesquisadores durante os próximos 30 anos. Um capítulo inteiro é dedicado ao assunto: “Restauração ecológica da Caatinga: desafios e oportunidades”, assinado por Felipe Pimentel Lopes de Melo, do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Pernambuco; Fabiana de Arantes Basso, do Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga, da Univasf; e Siqueira. Os autores expressam a urgência de melhorar a relação do homem com o meio ambiente. É fundamental superar a tensão entre a conservação dos recursos naturais com a crescente demanda por matéria-prima, como lenha, carvão, água e energia. Em geral, as soluções imediatistas e sem planejamento trazem enormes prejuízos econômicos, sociais e ambientais: os três pilares da sustentabilidade.
O livro também pode ser lido como uma exaltação ao bioma, incluindo a chamada cultura ‘caatingueira’ e a alma sertaneja, que não são deixadas de fora da edição. No segundo capítulo, (“Viajantes naturalistas no Rio São Francisco”), considerado pelo organizador do livro como o mais poético, Lorelai Brilhante Kury, especialista da Fundação Oswaldo Cruz e da Uerj, faz um resgate histórico e cultural das transformações ambientais.
As agressões ao Velho Chico são históricas. O rio serviu com via de ocupação da região. Ricos e pobres usam os recursos naturais como se fossem infinitos. Entre Petrolina e Juazeiro, casas que valem cerca de R$ 500 mil contam com equipamentos sofisticados, segurança de primeiro padrão e móveis caríssimos, mas a estrutura sanitária é arcaica, contamina o lençol freático e o rio. Lanchas e motos náuticas geram ruído e afugentam peixes. Quase não se vê reaproveitamento de água ou o uso de fontes energéticas renováveis.
— A principal contribuição do livro é chamar a atenção para a Caatinga. É o único bioma exclusivo do Brasil, porém o menos conhecido. Seu personagem mais famoso é o Rio São Francisco, que serviu de mote para o estudo de conservação da Caatinga — frisa Felipe Melo, professor de ecologia da Universidade Federal de Pernambuco e um dos pesquisadores envolvidos na coleta de informações que constam do livro.
Mais do que apontar problemas, os pesquisadores defendem a adoção de práticas sustentáveis. No final de cada capítulo, eles apresentam medidas que poderiam mitigar impactos social, ambiental e também econômico. Além disso, há preocupação com a difusão das informações geradas. O Jardim Botânico do Rio de Janeiro, por exemplo, também recebe parte do material coletado pelos cientistas. A instituição carioca poderá montar uma estufa dedicada às plantas da Caatinga.
— É um desafio para a sociedade garantir desenvolvimento econômico com sustentabilidade. Vamos fazer outra Sobradinho? Não. As cidades que ficaram debaixo d’água por causa dos represamentos do Rio São Francisco perderam histórias, vidas, sítios arqueológicos inteiros — argumenta José Alves Siqueira. — Em síntese, posso dizer que o caminho a ser seguido para viabilidade do São Francisco como modelo de desenvolvimento para outras regiões é a base científica sólida. Investir em recursos humanos, aporte de recursos financeiros para ciência, tecnologia e educação básica.
Os diagnósticos apresentados no livro, porém, têm prazo de validade. Os autores afirmam que são necessárias intervenções imediatas pra tentar mudar em escala regional o cenário de degradação. Além disso, sobram críticas em relação às discussões que envolvem o novo código florestal. O organizador do livro sustenta que já há conhecimento científico sólido em relação à necessidade mínima de 30 metros de vegetação nas margens dos rios para a proteção da qualidade da água, estabilização de encostas e prevenção a enchentes.
Dinheiro não falta. Pelo contrário. Só as obras de transposição de águas, originariamente orçadas em R$ 4,5 bilhões, deverão consumir cerca de R$ 10 bilhões. São recursos federais que prometem melhorar a qualidade de vida na região. Não é o primeiro grande investimento público da Caatinga.
Porém, analisando a história, pesquisadores não encontraram relação direta entre o gasto e o bem-estar para a população.
Para quebrar a ideia de que o setor público não consegue fazer trabalhos de qualidade, os pesquisadores se esforçam para multiplicar o legado dos programas ambientais, previstos nos investimentos que mudarão o curso de parte das águas do Rio São Francisco.
Desde 2008, quando o dinheiro começou a ser repassado para a universidade, foram criados o Centro de Referência da Caatinga e novos laboratórios. A equipe conta com dez picapes com tração nas quatro rodas para percorrer a região durante o monitoramento da vegetação.
O trabalho de formação de alunos se volta para o bioma local. Por exemplo, havia uma dificuldade em achar veterinários que conhecessem os animais do bioma, como o veado catingueiro. Até então, grande parte dos alunos da universidade só entendia de cachorro e de gato.
— A obra (de transposição da água do Rio São Francisco) acaba nos proporcionando os meios para uma formação mais qualificada dentro da universidade. A demanda é grande, falta gente especializada para trabalhar para nossa equipe. Contratamos pessoas do Brasil inteiro — diz Siqueira. — A chave é procurar entender as especificidades do bioma Caatinga, que, muitas vezes, chega a passar dez meses na seca. Precisamos entender as adaptações da fauna e flora, assim como a cultura.
Fonte: O Globo

SPIRITUAL COACH RAQUELL MENEZES!

Aprenda a ser um Co-criador consciente de sua própria vida?
Clique no link.

Learn to be a Co-conscious creator of his own life? Click on the link.

http://hotmart.net.br/show.html?a=r3210119M


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Vamos salvar a Serra do Gandarela

Vi essa reportagem na revista VIVOVERDE, e como meu blog é para falar sobre ecologia, sustentabilidade, saude e beleza e empregabilidade, achei por bem ao coletivo trazer a reportagem para cá respeitando todos os direitos de quem escreveu. Meu intuito aqui é só divulgar a ação, pois sem o meio ambiente, não existe vida, beleza, saude e que dirá empregos.
Vamos mudar enquanto há tempo, mas vamos lembrar que o tempo passa e as ações praticadas hoje pode nos beneficiar amanhã ou nos prejudicar. Pense bem e faça sua escolha.


FLORICULTURA DE BELO HORIZONTE SEMEIA AÇÃO SUSTENTÁVEL

A floricultura Ikebana Flores está realizando o plantio de mudas nativas na Serra do Gandarela, com o auxílio de blogueiros e sites que estão abraçando a campanha “Plante uma Árvore”.
“Toda postagem sobre a campanha se transforma em uma plantada na Serra do Gandarela”!
Posicionada há cerca de 40 km de Belo Horizonte, em meio a Serra do Curral e a Serra do Caraça, a Serra do Gandarela compreende um extenso manancial (Rio Piracicaba e Doce, Bacias do Rio das Velhas e São Francisco) com uma vasta biodiversidade composta por biomas de Mata Atlântica, vegetação rupestre e cangas. Porém, a região do Gandarela tem sido acometida de graves atuações de devastação ambiental: desmatamentos e atividades mineradas que exploram as reservas do quadrilátero ferrífero dessa região.
Atenta a região do Gandarela que abrange os municípios de Caeté, Barão de Cocais, Santa Bárbara, João Monlevade e Ipatinga, a Floricultura de BHIKebana flores espera cooperar com a diminuição das áreas assoladas dessa região através do plantio de mudas endêmicas, em nome de todos que divulgarem a campanha em seus sites, blogs e redes sociais. As ações do plantio serão postadas em redes sociais, blog e site da floricultura.
Paralelo à campanha, a Ikebana Flores está doando mudas de ipê branco, ipê amarelo, sucupira, peroba, entre outras, tópicas do cerrado. Quem se interessar, basta comparecer na
 Av. Getúlio Vargas, 1697, Savassi – Belo Horizonte-MG; telefone: (31) 3227-4802, de segunda-feira a sexta-feira, de 10h00 as 19h00

Colabore! Gandarela depende de você.

Texto: Thaís Alessandra do Coletivo Cirandar
Fonte e imagens:
Thaís Alessandra
Luciano Lima



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Piscinas Ecológicas

Conheça os modelos de piscina que são ecologicamente corretas e de manutenção zero. 


O importante de uma piscina ecológica é o fato de não ter grandes dificuldades para a sua construção e os custos são bem mais abaixo de uma tradicional, o importante de uma construção desse nível é que vai te proporcionar uma manutenção quase que zero, haverá uma integração muito mais significativa na paisagem, no comportamento da fauna e flora e no tratamento das águas.

As primeiras piscinas ecológicas foram feitas na Áustria e na Alemanha e estão se tornando cada vez mais difundidas e projetadas, tendo em alguns países piscinas ecológicas públicas comportando de 300 a 500 pessoas dia, sem que tenha havido problemas constatados pela vigilância sanitária.
Pode-se dizer que uma piscina ecológica é como se fosse um lago natural, usando a natureza para que recrie os ambientes, proporcionando banhos em águas límpidas, havendo a preocupação com a poluição ou produtos químicos, que são necessários em piscinas convencionais.
Só que a aceitação não é tão fácil assim, para uma mudança tão radical, para uma piscina ecológica, as questões que surgem são as seguintes, até que ponto a natureza é capaz de fazer sozinha o que toda tecnologia faz sendo que essas piscinas representam tecnologia limpa com funções lúdicas, com paisagismo que contribuem para uma saúde mental  para quem delas se utilizam?

No entanto as piscinas ecológicas são inofensivas para com a pele, olhos e cabelos, de quem dela faz uso, contribuem para a manutenção de uma boa biodiversidade, onde ao criar condições de um micro ecossistema que será utilizável por fauna palustre, anfíbios e répteis, contribuindo ainda para a disseminação  de melgas e mosquitos, porque a água contém uma quantidade enorme de oxigênio e devido à presença de predadores, tem baixo custo energético.
Sua manutenção é de corte das plantas secas nas margens, remoção de folhas mortas, permitindo a integração paisagística entre a piscina, a casa de habitação e a própria paisagem. O preço de uma piscina ecológica ainda é caro, na Espanha o preço varia entre 7 e o 8 mil euros, enquanto no Brasil, as poucas empresas com experiência cobram mais de 14 mil para a realização deste projeto.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Concentração de CO2 se aproxima de limite aceitável e preocupa a ONU


O Observatório Mauna Loa informou que a concentração de CO2 em nosso planeta chegou o auge de 399,72 partes por milhão em 25 de abril.
A funcionária da ONU responsável pelo clima, Christiana Figueres, expressou nesta segunda-feira sua "preocupação" e fez um apelo a uma ação "urgente" ante a evolução da concentração de CO2 na atmosfera, a ponto de superar o limiar simbólico dos 400 partes por milhão (ppm).
De acordo com o Observatório Mauna Loa, no Havaí, que depende da Agência americana Oceânica e Atmosférica (NOAA), a concentração de CO2 em nosso planeta chegou a 399,72 
"Estamos perto de exceder o limite de 400 ppm", declarou Figueres às delegações de mais de 190 países reunidas para preparar a rodada anual de negociações sobre a luta contra as mudanças climáticas, que terá lugar no final do ano em Varsóvia, de acordo com um comunicado da ONU.
Além disso, "recebo-os com grande ansiedade", lançou aos negociadores, expressando a necessidade "de um senso de urgência mais forte". Esta é a primeira reunião das delegações desde a conferência em Doha, no final de 2012.
A comunidade internacional fixou como meta chegar a um acordo até 2015 que exija todos os países, incluindo os dois maiores poluidores, China e Estados Unidos, a reduzir suas emissões de gases do efeito estufa (GEE). O acordo deveria entrar em vigor em 2020.
O objetivo é conter o aumento de 2°C acima dos níveis pré-industriais, o limite além do qual os cientistas acreditam que o sistema climático entrará em colapso.
Para se manter em uma temperatura entre 2°C e 2,4°C exigiria picos de concentração de CO2 entre 350 e 400 ppm (ou entre 445 e 490 ppm para todos os GEE), de acordo com o último relatório do grupo dos peritos da ONU sobre o clima, o IPCC.
Segundo o Scripps Institution of Oceanography, que trabalha com o Observatório de Mauna Loa, a concentração de CO2 poderá exceder 400 ppm em maio pela primeira vez na história humana.
Os primeiros dados registrados em março de 1958 situava-se em 316 ppm. Antes da era industrial e da utilização de combustíveis fósseis, a concentração de CO2 era estimada em 280 ppm.
O nível de CO2, o principal gás do efeito estufa, provavelmente era de 400 ppm durante o período geológico do Plioceno, entre 3,2 milhões e 5 milhões de anos atrás, quando a Terra marcava de 2 a 3 graus a mais, indica o Scripps em um comunicado.

domingo, 14 de abril de 2013

22 DE ABRIL - DIA DA TERRA


Vamos conservar nosso planeta! 

O dia Mundial da Terra é comemorado no dia 22 de abril. A data surgiu nos Estados Unidos na década de 70 quando o senador Gaylord Nelson organizou o primeiro
protesto nacional contra a poluição. Mas foi só a partir da década de 90 que a data se internacionalizou, ou seja, outros países também passaram a celebrar a data.
 

Aproveite esta época para fazer alguma coisa boa para o planeta mãe Terra, como plantar uma muda, convocar os amigos
 
para ajudar a coletar o lixo da praça ou parque que você frequenta, colocar lixeiras perto dos rios para evitar lixo nos córregos
e muito mais pode ser feito. O importante é passar a mensagem da importância de cuidar do nosso planeta, afinal esta é a nossa casa.
 

Por coincidência hoje também celebramos o descobrimento do Brasil, quando os portugueses desembarcaram em terra tiveram o primeiro contato com os índios. Os portugueses estranharam muitos dos hábitos indígenas como o fato de andarem nus! Já que o calor do clima tropical é intenso as peças utilizadas funcionavam mais como adornos, o que contrastou muito com as roupas pesadas dos europeus devido ao clima mais frio e ameno.
 

Apesar do choque entre culturas, os índios ensinaram muito aos europeus. Os índios viviam e vivem em harmonia com a natureza, respeitam a mata, valorizam os bichos e são profundo conhecedores da flora onde vivem, inclusive utilizam como medicamentos diversos tipos de plantas.
 

Que tal aprendermos um pouco mais sobre os índios brasileiros tenho certeza que encontraremos dicas de como cuidar melhor da nossa Mãe Terra!
 


Curiosidades sobre a Terra:

·         Tem em torno de 4,5 bilhões de anos
·         Tem 510,3 milhões de km2 de área total
·         Aproximadamente 97% da superfície da Terra é composta por água
·         O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal - China com aproximadamente 8.800 metros
·         A população humana atual da Terra é de aproximadamente 6 bilhões

quinta-feira, 4 de abril de 2013

TESTES DE CARREIRA

Oi pessoal,

Navegando pela net, encontrei esta página da revista VOCÊ S/A.
http://vocesa.abril.com.br/testes/testes-de-carreira.shtml

Vale a pena dar uma olhada, pode ser que tenha algum teste interessante pra você.
Eu mesma fiz um sobre empregabilidade e gostei da resposta do meu resultado.
Vai lá no link e boa sorte

segunda-feira, 1 de abril de 2013

ENSINO TÉCNICO


Alta empregabilidade
Profissionais que passaram por cursos técnicos têm grandes chances de encontrar trabalho em suas áreas de atuação. Essa conquista é atestada por diversas pesquisas nacionais. Uma delas, realizada pelo Serviço Nacional da Indústria (Senai), feita com formados entre 2008 e 2010, mostra que 74% dos alunos estavam trabalhando um ano após o encerramento do curso.
O levantamento revela ainda que, do total de pessoas empregadas, 71,9% atuavam na área de formação escolhida – sendo que 39,2% cumpriam a função aprendida no curso e 32,7% trabalhavam em áreas relacionadas. Além disso, 38,4% dos entrevistados afirmaram ter continuado a estudar após a formação técnica. Destes, mais da metade (54,3%) disseram estar cursando o ensino superior.
Outro estudo, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, indica números semelhantes: dentre os alunos de nível médio que estudaram nas escolas técnicas federais entre 2003 e 2007, 72% estavam empregados – sendo 65% dos quais na área de formação escolhida.
José Paulo Lacerda/SenaiProfissionais que fazem cursos técnicos têm 38% a mais de chance de obter emprego Ampliar
  • Profissionais que fazem cursos técnicos têm 38% a mais de chance de obter emprego
A mesma pesquisa demonstra que os cursos técnicos oferecidos pelo governo federal cumprem o objetivo de se adequar à realidade socieconômica de cada região do País: 74% dos entrevistados declararam ter arrumado emprego a, no máximo, 50 quilômetros de distância da cidade onde fizeram o curso.
Já a pesquisa da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e do Instituto Votorantim, realizada em 2010, informa que profissionais que fazem cursos técnicos têm 38% a mais de chance de obter emprego com carteira assinada. O mesmo estudo revela também que, na média, pessoas com formação técnica ganham 12,94% a mais dos que não a possuem.
Do ponto de vista das empresas, a mão de obra formada em cursos técnicos e profissionais é bastante elogiada e cobiçada. Levantamento preparado pelo Senai do Rio de Janeiro em 2008 mostra que 93,7% dos empregadores classificaram como bom ou ótimo o trabalho realizado pelos formados na instituição.
O estudo conclui que “os egressos do Senai-RJ não só estão mais bem colocados no mercado de trabalho, como também mais preparados e com maiores chances de concorrer a um emprego formal após a qualificação profissional realizada.”
A mineradora brasileira Vale, que emprega em 28 países 150 mil pessoas – dos quais 60% são de nível técnico – considera a formação profissional fundamental para o desenvolvimento do Brasil.
“Hoje há uma valorização muito grande do ensino superior”, diz Ana Albertim, gerente de educação da Universidade Corporativa da Vale. “Mas o ensino técnico é tão importante quanto o superior.”
A executiva afirma ainda que a demanda por esse tipo de profissional é crescente no País e que a escassez de mão de obra qualificada leva o mercado a pagar altos salários para o pessoal técnico. “Em alguma situações, ganha-se mais do que se a pessoa tivesse formação superior.”
O microempresário Vebert Marcelo Araújo, de 43 anos, diz que deve todas as suas conquistas profissionais aos cursos técnicos que fez quando jovem. Ele cursou Especialização em Eletrônica Industrial e Reparação de Circuitos Eletrônicos no Senai no final do ciclo básico e, depois, ingressou no ensino médio do Colégio Técnico Paralelo, em São Paulo. Arrumou emprego na indústria ainda quando estudava e não parou mais de evoluir na carreira.
Araújo também cursou enganharia em Mogi das Cruzes (SP) e, há oito anos, largou o emprego para abrir sua própria empresa de automação bancária. Hoje, além de gerir o próprio negócio, dá aulas de eletrônica na Escola Técnica Sequencial, em São Paulo. “Minha carreira foi muito estável, nunca fiquei desempregado graças à minha qualificação”, explica. “Vale muito a pena fazer curso técnico. Principalmente num momento como o que estamos vivendo, em que há muita demanda de mão de obra qualificada por parte das empresas.”
Para saber mais sobre investimentos em negócios próprios, leia o site especial Empreendedor.
Fontes:


sexta-feira, 15 de março de 2013

Moradores do Jardim Botânico e do Horto fazem manifestações em frente ao parque


Fonte: G1
  • De um lado, os que são contra a ocupação irregular do parque; do outro, quem mora lá há mais de 60 anos e não quer sair


Moradores das associações de moradores do Horto e do Jardim Botânico protestam na entrada do Jardim BotânicoO Globo / Hudson Pontes
RIO - Uma briga antiga entre associações de moradores do Jardim Botânico e do Horto (Amahor) movimentou a manhã deste domingo. De um lado, cerca de 150 manifestantes da Associação de Moradores e Amigos do Jardim Botânico (AMA - JB), que defendem a preservação integral do parque, alegando que ele faz parte do Patrimônio Histórico Nacional. Do outro, outras 50 pessoas da Associação de Moradores e Amigos do Horto (Amahor), que vivem há mais de 60 anos nas áreas tombadas do Jardim Botânico e se recusam a sair. O primeiro grupo marcou uma manifestação para as 10h. O segundo chegou às 8h, para fazer seu próprio protesto. Carregando faixas e cartazes, eles ficaram em lados diferentes da calçada em frente ao parque e trocaram acusações até o início da tarde.
Atualmente, são 600 famílias - um total de 1800 moradores, em sua maioria descendentes de empregados antigos do JB- vivendo irregularmente no Jardim Botânico. Munidos de cartazes e carro de som, os moradores da área - que não pagam IPTU - pediam a regularização fundiária. A Polícia Militar acompanhou a manifestação, que não alterou o trânsito.
- A AMA-JB alega que somos invasores. Outra mentira é dizer que estamos na área do Jardim Botânico. Estamos numa área contígua ao Jardim Botânico, que pertence à União. Além de não ter legitimidade, a associação não tem poderes para resolver a situação latifundiária de ninguém. Querem tirar a gente daqui, mas para onde iríamos? E com certeza aquela área será entregue à especulação imobiliária. Vamos parar com essa elitização de que pobre não pode morar em áreas nobres da cidade - atacou Emilia Maria de Souza, a presidente da Amahor.
Mas, segundo Regina Carquejo, advogada da AMA-JB e do movimento S.O.S Jardim Botânico, a história não é bem assim:
- Não será entregue à especulação imobiliária de jeito nenhum. Queremos reflorestar o Jardim Botânico, nosso patrimônio. Somos contra qualquer tipo de ocupação ilegal dentro da área tombada do Jardim Botânico. E os entornos também devem ser preservados. Já fomos contra a construção de residências de luxo na área.
Entre as reclamações da AMA-RJ está a poluição do Rio dos Macacos que, segundo Regina, virou um esgoto a céu aberto.
- Há moradias ilegais em cima dele. Há muita coisa errada.



quarta-feira, 20 de junho de 2012

Conar pune peças 'sustentáveis'

Na semana da Rio+20, órgão decidiu pela alteração de campanha da Tim e do Polo Industrial de Manaus; mais oito campanhas, sem relação com o tema, foram condenadas

Eduardo Duarte Zanelato| »
15 de Junho de 2012    

Em reunião plenária realizada na manhã de quarta-feira, 14, o Conar julgou – e pediu alteração – de duas campanhas que tem a sustentabilidade como mote. As decisões acontecem, coincidentemente, na semana em que o Brasil recebe a conferência mundial Rio+20, sobre meio ambiente.


Uma das campanhas é do Polo Industrial de Manaus (assista abaixo). A outra, da Tim, usa as frases "Sustentabilidade. É a Tim e o planeta em busca do equilíbrio". Ambas tiveram alteração pedida por unanimidade dos membros do Conar, em decisões baseadas nas regras que o órgão definiu em 2011 a respeito de campanhas que adotem a temática ambiental como centro dos anúncios.

Outras oito campanhas foram condenadas na mesma reunião do Conar, nenhuma tendo a sustentabilidade como mote. As sanções variam entre pedido de alteração ou advertência ao anunciante. Foram afetadas quatro empresas de telefonia móvel (Tim, CTBC, Oi e Vivo foram condenadas a alterar suas campanhas), a Fiat (pelo filme de Grand Siena que faz paródia de comerciais de odorizador de ar, que pode ser assistido abaixo), a Skol (que foi advertida por maioria de votos por sua comunicação para a Páscoa) e a marca de vodca Stolichnaya (que, além de advertida, teve de alterar a campanha “Kit vodka Stolichnaya Black”). O jornal Diario de S. Paulo foi o único anunciante condenado a suspender suas peças. A campanha em questão foi “Troca de óleo”.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A lata branca da Coca-Cola: em prol dos ursos polares

FONTE:http://www.meioemensagem.com.br/
+ A lata branca da Coca-Cola: em prol dos ursos polares
 A Coca-Cola anunciou hoje que pela primeira vez em sua história usará o branco como principal cor de suas embalagens em lata. A novidade vale apenas para os mercados dos Estados Unidos e Canadá: entre os meses de novembro e fevereiro, a empresa colocará mais de 1,4 bilhão de latas brancas de Coca-Cola nos pontos de vendas.
A ousada ação de marketing da Coca tem um lastro sustentável. É a primeira vez que o tradicional vermelho é trocado por outra cor na embalagem para apoiar uma causa: a da proteção aos ursos polares, mascote da companhia desde 1922.
Toda lata branca de Coca-Cola conterá um código para que o consumidor, caso deseje, efetue uma doação voluntária de US$ 1. A empresa fez uma doação inicial de US$ 2 milhões a World Wide Fund (WWF) – a maior organização independente de proteção à natureza – e pode entregar até mais US$ 1 milhão à entidade, dependendo do sucesso das doações dos consumidores.
Em alinhamento com a promoção da causa, ursos polares estamparão a latinha branca da Coca-Cola.
A embalagem promocional faz parte de uma estratégia para incrementar as vendas no outono e inverno na América do Norte, quando as vendas alcançam o auge durante as festas de final de ano e depois caem vertiginosamente.