sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A mandioca que vira copinhos


A mandioca que vira copinhos

 


As empresas começam a investir numa alternativa para evitar a poluição causada por plástico: um produto equivalente que é feito de plantas e raízes e se decompõe naturalmente


Marina Yamaoka
Fonte: Veja
 
  
Os produtos de plástico são utilíssimos, a vida sem eles é impossível e os danos que causam ao meio ambiente são imensos. Até aí, nenhuma novidade. Segundo as estatísticas mais recentes, 150 milhões de toneladas desses produtos são fabricadas no mundo por ano e 95% delas vão parar em lixões, sem tratamento algum, ficando sujeitas a um processo de decomposição interminável. Uma solução pode estar na busca de um produto alternativo semelhante em tudo ao plástico, mas menos poluente. Estudos nessa direção estão avançando, e resultados já são vistos na produção de objetos - embalagens, garrafas, componentes de celulares, autopeças - feitos do chamado bioplástico. Assim como os plásticos convencionais, os bioplásticos são feitos de polímeros, e as propriedades e características dos dois (vida útil, resistência a choques e variação de temperatura) também se assemelham. A diferença está na matéria-prima: enquanto o convencional vem do petróleo, o "ecológico" é obtido da natureza, em grande parte na agricultura: da cana-de-açúcar, do milho, da mandioca, da batata e outros.

A maior vantagem do bioplástico é amenizar o aquecimento global provocado pela emissão de gás carbônico. Cada quilo de plástico feito a partir de petróleo libera cerca de 6 quilos de gás carbônico. Com os plásticos verdes acontece o contrário: cada quilo produzido representa a absorção de 2 a 2,5 quilos de gás carbônico devido à fotossíntese dos produtos agrícolas usados na sua composição. Também demandam bem menos energia na sua produção. Além disso, são 100% recicláveis e 70% deles são biodegradáveis e compostáveis - decompõem-se sozinhos, em 180 dias, em média.

Dois problemas ainda travam a expansão da indústria de bioplásticos. Um deles, a necessidade de mais pesquisas, vem sendo amenizado com o desenvolvimento de projetos no mundo todo. Entre os muitos usos do produto, já estão em fase de teste no mercado uma bola de golfe que se degrada e vira comida de peixe se cair na água, uma goma de mascar que não gruda e, num futuro mais distante, um filme invisível que envolve as frutas, impede que elas estraguem rapidamente e pode ser ingerido. Já o outro problema é mais complicado: ainda é muito caro produzir o plástico verde. A maior parte das empresas que atuam no setor está utilizando a cana-de-açúcar - a Braskem, no Rio Grande do Sul, produz 200 000 toneladas por ano de plástico derivado de polietileno formado a partir do processo de desidratação do etanol. Situada em São Carlos, no estado de São Paulo, a CBPak utiliza matéria-prima mais inusitada: produz atualmente 300 000 bandejas e copos de plástico para embalar alimentos feitos a partir de amido de mandioca e espera faturar 10 milhões de reais neste ano.

"Trata-se de um negócio que ainda está engatinhando e que enfrenta duas barreiras: o preço e a produtividade", diz Claudio Rocha Bastos, fundador da CBPak, que tem planos ambiciosos de ampliar sua produção em dez vezes. Embalagens ecológicas podem custar até o triplo das de origem fóssil e, mesmo tendo atingido, em 2011, a marca de 1 milhão de toneladas, a atual produção mundial não representa nem 1% do mercado de plásticos.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Ideias criativas para reutilizar potinhos de papinha vazios e potes de vidro diversos

Ideias criativas para reutilizar potinhos de papinha vazios e potes de vidro diversos
Eu adoro um potinho, uma lata bacana, uma caixinha….pode ser de plástico, papelão, metal, eu sou fã de muitas embalagens e sofro muito para jogar fora no lixo tudo o que eu acho que poderia ser reaproveitado. Latas de leite, potes de iogurte, vidros de geleia e de requeijão, tanta coisa que pode ser reaproveitada, para colocarmos em prática a sustentabilidade de verdade, afinal, muito antes de reciclar, temos outros dois “Rs”: Reduzir e Reutilizar!
E eu sou super a favor da reutiização! Aqui em casa vivo guardando pote de sorvete, caixinhas de produtos que acho bacana, potinhos de vidro diversos, para agonia do meu maridão…rss! Nas minhas gavetas sempre tem lata servindo de porta lápis, vidrinhos servido de porta trecos, pote de sorvete pra organizar gavetas, etc. No niver do meu filho, reaproveitei os potinhos de papinha que ele consumia e fiz com eles as lembrancinhas da festa de 1 aninho, colocando o delicioso brigadeiro da Tia Lucinda dentro e colando adesivos com o nome do bebê para decorar. Ficou super bacana!
Para te dar umas idéias de como reutilizar materiais que iriam para o lixo para guardar objetos e organizar e decorar a casa, por exemplo, reuni imagens da internet na galeria de fotos abaixo.

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Bueiro sustentável já está em teste em SP

São Paulo testa o chamado bueiro 'inteligente', que dispara um aviso quando resíduos ocupam 80% do espaçoDiário SP

DivulgaçãoO filtro colocado na boca de lobo deixa somente a água passarO filtro colocado na boca de lobo deixa somente a água passar
A Prefeitura está testando um novo sistema de coleta de resíduos em bueiros, que promete reduzir o acúmulo de lixo nas bocas de lobo e os alagamentos causados por esse problema.

Nas zonas Sul, Oeste e no Centro da cidade de São Paulo há cerca de 400 bueiros “inteligentes”, que contêm um filtro em forma de cesta de supermercado para recolher o lixo acumulado nos locais feitos para permitir o escoamento de água. A expectativa é de que até o final deste mês esses dispositivos sejam instalados em todas as regiões da cidade.
De acordo com Carlos Chiaradia, dono da empresa de consultoria Ecco, que desenvolveu os bueiros sustentáveis, a ideia de criar o dispositivo veio a partir da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. “As prefeituras têm a obrigação de dar uma destinação adequada para os diversos tipos de lixo e não havia plano para evitar que os resíduos se acumulassem em bueiros”, afirma.
“Então, desenvolvemos um sistema que envolve um filtro para conter o lixo e um software que faz a gestão dos filtros instalados”, diz.
Cada boca de lobo é cadastrada no software da empresa, que calcula o tempo médio para o recipiente chegar próximo ao limite, de acordo com a localização do dispositivo na cidade em relação aos rios e a infraestrutura local. O sistema avisa a empresa a data programada para que os bueiros sejam limpos e, o filtro, esvaziado. “Outra grande vantagem é a facilidade na manutenção dos bueiros. Manualmente é preciso de cerca de uma hora. Já a limpeza dos filtros é feita em cinco minutos”, diz Chiaradia.
SENSORES/ Em uma segunda etapa, entre o final deste ano e o início de 2013, os filtros instalados nos bueiros devem receber um sensor, que vai indicar à central de gerenciamento quando a capacidade do recipiente atingir 80% de resíduos.
Desde que os bueiros sustentáveis começaram a ser instalados na capital paulista, em outubro do ano passado, foram coletados para reciclagem quase 1,3 mil quilos de papel, plástico vidro e metal, que, vendidos, geraram R$ 600.
O empresário afirma que até o fim de agosto essa nova tecnologia deve chegar a todas as regiões da cidade. A manutenção desses dispositivos está estimada em cerca de R$ 300 por bueiro, mas o preço pode ser alterado conforme a quantidade de filtros que a Prefeitura adquirir.
Em um levantamento, a Ecco concluiu que cada uma das 31 subprefeituras possui, em média, 15 mil bueiros. O orçamento de R$ 150 mil mensais, no entanto, só seria suficiente para limpar mil bocas de lobo. A Prefeitura não confirmou as informações. O DIÁRIO procurou a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras para saber qual é o gasto da limpeza das bocas de lobo na cidade, mas a pasta informou apenas, por meio de nota, que neste ano foram realizadas 435.692 limpezas.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Conar pune peças 'sustentáveis'

Na semana da Rio+20, órgão decidiu pela alteração de campanha da Tim e do Polo Industrial de Manaus; mais oito campanhas, sem relação com o tema, foram condenadas

Eduardo Duarte Zanelato| »
15 de Junho de 2012    

Em reunião plenária realizada na manhã de quarta-feira, 14, o Conar julgou – e pediu alteração – de duas campanhas que tem a sustentabilidade como mote. As decisões acontecem, coincidentemente, na semana em que o Brasil recebe a conferência mundial Rio+20, sobre meio ambiente.


Uma das campanhas é do Polo Industrial de Manaus (assista abaixo). A outra, da Tim, usa as frases "Sustentabilidade. É a Tim e o planeta em busca do equilíbrio". Ambas tiveram alteração pedida por unanimidade dos membros do Conar, em decisões baseadas nas regras que o órgão definiu em 2011 a respeito de campanhas que adotem a temática ambiental como centro dos anúncios.

Outras oito campanhas foram condenadas na mesma reunião do Conar, nenhuma tendo a sustentabilidade como mote. As sanções variam entre pedido de alteração ou advertência ao anunciante. Foram afetadas quatro empresas de telefonia móvel (Tim, CTBC, Oi e Vivo foram condenadas a alterar suas campanhas), a Fiat (pelo filme de Grand Siena que faz paródia de comerciais de odorizador de ar, que pode ser assistido abaixo), a Skol (que foi advertida por maioria de votos por sua comunicação para a Páscoa) e a marca de vodca Stolichnaya (que, além de advertida, teve de alterar a campanha “Kit vodka Stolichnaya Black”). O jornal Diario de S. Paulo foi o único anunciante condenado a suspender suas peças. A campanha em questão foi “Troca de óleo”.

domingo, 29 de abril de 2012

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Deli, Índia. Todos querem, apenas, um pouco de água...
Dois Sudaneses bebem água dos pântanos, com tubos plásticos, especialmente concebidos para este fim, com filtro para filtrar as larvas flutuantes, responsáveis pela enfermidade da lombriga da Guiné. O programa distribuiu milhões de tubos e já conseguiu reduzir em 70% esta enfermidade debilitante.
Os glaciares que abastecem a Europa de água potável perderam mais da metade do seu volume, no século passado. Na foto, trabalhadores da estação de esqui do glaciar de Pitztal, na Áustria, cobrem o glaciar com uma manta especial para proteger a neve e retardar o seu derretimento, durante os meses de Verão...
As águas do delta do rio Níger são usadas para defecar, tomar banho, pescar e despejar o lixo.
Água suja em torneiras residenciais, devido ao avanço indiscriminado do desenvolvimento.

Aldeões na ilha de Coronilla, Quénia, cavam poços profundos em busca do precioso líquido, a apenas 300 metros do mar. A água é salobra.
Aquele que foi o quarto maior lago do mundo, agora é um cemitério poeirento de embarcações que nunca mais zarparão...

VALORIZE A ÁGUA!
EM ALGUNS LUGARES ELA NÃO EXISTE MAIS...