segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

E Se...


E se a água potável acabar?
O que aconteceria se a água potável do mundo acabasse?
por Raphael Soeiro

As teorias mais pessimistas dizem que a água potável deve acabar logo, em 2050. Nesse ano, ninguém mais tomará banho todo dia. Chuveiro com água só duas vezes por semana. Se alguém exceder 55 litros de consumo (metade do que a ONU recomenda), seu abastecimento será interrompido. Nos mercados, não haveria carne, pois, se não há água para você, imagine para o gado. Gastam-se 43 mil litros de água para produzir 1 kg de carne. Mas não é só ela que faltará. A Região Centro-Oeste do Brasil, maior produtor de grãos da América Latina em 2012, não conseguiria manter a produção. Afinal, no País, a agricultura e a agropecuária são, hoje, as maiores consumidoras de água, com mais de 70% do uso. Faltariam arroz, feijão, soja, milho e outros grãos.

A vida nas metrópoles será mais difícil. Só a Grande São Paulo consome atualmente 80,5 bilhões de litros por mês. A água que abastece a região virá de Santos, uma das grandes cidades do litoral que passarão a investir em dessalinização. O problema é que para obter 1 litro de água dessalinizada são necessários 4 litros de água do mar, a um custo de até US$ 0,90 o m³, segundo a International Desalination Association. Só São Paulo gastaria quase R$ 140 milhões em dessalinização por mês. Como resultado, a água custaria muito mais do que os R$ 3 por m³ de hoje.
Mas há quem não concorde com esse cenário caótico. "A água só acaba se você acabar com o ciclo dela", diz Antônio Félix Domingues, da Agência Nacional de Águas. "Tudo é questão de custo. Com dinheiro, você pode tornar até sua urina potável." Mas, se ela acabasse, a água seria um bem disputado, motivo de guerras e de exclusão social. "Poucas pessoas teriam acesso, provavelmente as mais abastadas. A água poderia virar um elemento segregador", diz Glauco Freitas, coordenador do Programa Água para a Vida, da ONG WWF-Brasil.




Guerras aquáticas
Em 2050, a falta d'água ditaria a política e o cotidiano

Última geleira
Em 2012, a estimativa é que 68,7% da água potável disponível está em calotas polares ou geleiras. Sim, o aquecimento global facilitou o acesso a essa água. O degelo já originou rios na Índia e no Nepal, por exemplo. Mas em 2050 quase toda essa água, possivelmente, já terá virado vapor. As últimas geleiras seriam alvos de cobiça. E, para não ter que extrair água delas, uma das soluções seria...

...Secar o ar
Grandes coletores de ar, que condensam a água na atmosfera, já existem e foram testados em desertos na Índia, por exemplo. No entanto, eles teriam que ser instalados longe dos grandes centros, pois os efeitos colaterais são graves: em grande escala, causam de problemas pulmonares a desertificação.

Bebendo urina
Na Estação Espacial Internacional, desde 2008 astronautas bebem água graças a um equipamento que recicla suor e urina. Em 2050, todas as casas teriam água de reúso para cozinhar e beber. A tecnologia de purificar líquidos de esgoto também deverá ser popular.

Oásis alienígena
Potências espaciais como Estados Unidos, Rússia, Índia, Paquistão e China, além de empresas privadas, deverão iniciar uma nova corrida espacial. O objetivo seria buscar água em asteroides e nas calotas polares de Marte, onde haveria mais água que no solo da Lua.

Potências aquíferas
Quem investir antes em dessalinização largará na frente. Hoje, na Arábia Saudita, por exemplo, 70% da água é dessalinizada. Nações sul-americanas como o Brasil também serão importantes por causa do aquífero Guarani, maior fonte de água subterrânea do mundo, que fica sob nossos pés.

Mar morto
Se a dessalinização é o recurso mais viável para obter água doce, ela também gera um grande impacto ambiental. Além do gasto de energia, a dessalinização ameaça a vida marítima nas regiões costeiras, segundo a ONG WWF. O mar vai ficar sem sal - com o perdão do trocadilho.


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Água: riscos à saúde, impactos das embalagens e cuidados no consumo

Fonte:http://www.ecycle.com.br/
Garrafas plásticas causam grande impacto ambiental
A água é uma das mais importantes substâncias presentes na Terra. Sem água, não haveria vida. Os médicos indicam o consumo de, no mínimo, dois litros de água por dia para garantir o bom funcionamento do nosso organismo. Mas de onde vem sua água? Você já parou para pensar nas opções que faz ao consumir essa preciosa substância, qualidade do líquido e embalagem?
O impacto ambiental da embalagem
As garrafas de água, na grande maioria das vezes, são feitas de um tipo específico de plástico derivado do petróleo chamado politereftalato de etileno, comumente conhecido como PET. De acordo com matéria publicada na revista National Geographic, os EUA, maior consumidor mundial de água mineral engarrafada, supre sua demanda anual com o equivalente a 29 bilhões de garrafas, para as quais a produção envolve cerca de 17 milhões de barris de petróleo na manufatura do PET. Uma quantidade considerável, sobretudo ao pensarmos que se trata de um produto praticamente descartável. Isso mesmo, uma quantidade enorme de energia envolvida para que utilizemos somente uma vez o produto. De certo importa as reciclabilidade do material, mas não devemos esquecer o investimento em energia e logística necessários à reciclagem e, sobretudo, que somente uma fração do produto acaba sendo reprocessado. Uma enorme quantidade do material tem como destino os depósitos de lixo e o pior, muitas vezes acabam em rios e mares.
Saúde do seres
Ao chegar ao meio ambiente, principalmente nos oceanos, as garrafas levam aproximadamente 400 anos no processo de degradação. Além disso, acabam transformando-se em microplástico, pequenas partículas plásticas poluentes e tóxicas, responsáveis pela morte de milhares de animais (para saber mais sobre o assunto e sobre o processo de poluição dos oceanos causado pelo descarte inadequado de produtos feitos de plástico, leia nossa matéria especial sobre o assunto).
O politereftalato de etileno, como o próprio nome sugere, possui ftalatos em sua composição. Estudos relacionam este composto químico ao desenvolvimento de diabetes e obesidade em homens. Esse composto também é considerado uma fonte de xenoestrogênio, que pode levar ao desenvolvimento de inúmeros problemas de saúde para as mulheres, como desregulação hormonal e doenças ovarianas (entre elas: endometriose e síndrome do ovário policístico - clique aqui e veja mais sobre xenoestrogênios).
Enfrentando o problema
IPEA aponta que, no Brasil, entre os anos de 1974 e 2003, houve um aumento no consumo de água mineral por famílias, de 5.694%. A ideia seria diminuir o consumo de água engarrafada ao mínimo necessário. De acordo com o Ministério da Saúde, a Anvisa e as empresas de saneamento estaduais afirmam que a água que sai da torneira das residências é própria para consumo imediato.
Mesmo assim, o mais indicado para o consumo de água em casa seria a combinação da filtragem e a não geração de mais lixo, assim como a precaução contra a possibilidade de exposição da saúde a riscos desnecessários (potencialmente associados ao consumo de água engarrafada em embalagens plásticas). Os filtros domésticos são boas opções. Alguns dos modelos utilizam energia elétrica, mas há outros que não requerem o consumo de eletricidade.
Dos filtros não movidos a energia elétrica, uma boa alternativa é o Pure It, da Unilever, pois além da economia de energia, não exige conexão com a tubulação e possui, como se espera, tecnologia microbicida eficaz. A capacidade de filtragem do kit purificador declarada pelo fabricante é de 750 litros. Variações de preços podem ocorrer, mas ao considerarmos o custo do litro de água engarrafada à razão de 1 real o litro, o valor alcançado no consumo dos 750 litros será superior a três vezes o valor do aparelho.
O plástico é um material moderno, flexível, inegavelmente importante para o homem na sociedade contemporânea. No entanto, se realmente pretendemos caminhar rumo a uma economia de baixo carbono, racionalização na produção e reprocessamento de resíduos, faz sentido repensarmos sua utilização, privilegiando progressivamente sua aplicação no desenvolvimento de produtos de tecnologia de ponta, evitando cada vez mais produtos descartáveis, sobretudo aqueles não biodegradáveis. Por uma pegada mais leve, use-o com inteligência e parcimônia e, ao descartá-lo, caso tenha dificuldades em localizar alternativas para reciclar o material, conte com nossa busca por postos de descarte aqui.


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Cartonagem - Mais tecido e menos couro!


Muito feliz com o meu trabalho, queria dividir com vocês que me acompanham e estão comigo a muito tempo. Amo a companhia de vocês e quero em 2014 trazer mais noticias voltadas a ecologia. Prontos pra caminha comigo em 2014?



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Aquecimento Global


Entenda o aquecimento Global, Efeito Estufa, consequências, aumento da temperatura mundial aquecimento global no Brasil, degelo das calotas polares, gases poluentes, Protocolo de Kyoto, furacões, ciclones, desertos, clima, resumo.




 Poluição atmosférica: principal causa do aquecimento global




Introdução 

Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.
A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, CICLONES atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes FURACÕES causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos. 
Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e  monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.
O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas conseqüências em nível global.   





Derretimento de gelo nas calotas polares: uma das consequências do aquecimento global.




Consequências do aquecimento global

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         Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;
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         Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas do planeta Terra;
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         Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;
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         Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças. 
Protocolo de Kyoto

Este protocolo é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os
 Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.
Conferência de Bali

Realizada entre os dias 3 e 14 de dezembro de 2007, na ilha de Bali (Indonésia), a Conferência da
 ONU sobre Mudança Climática terminou com um avanço positivo. Após 11 dias de debates e negociações. os Estados Unidos concordaram com a posição defendida pelos países mais pobres. Foi estabelecido um cronograma de negociações e acordos para troca de informações sobre as mudanças climáticas, entre os 190 países participantes. As bases definidas substituirão o Protocolo de Kyoto, que vence em 2012.
Conferência de Copenhague - COP-15
A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima foi realizada entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, na cidade de Copenhague (Dinamarca). A Conferência Climática reuniu os líderes de centenas de países do mundo, com o objetivo de tomarem medidas para evitar as mudanças climáticas e o aquecimento global. A conferência terminou com um sentimento geral de fracasso, pois poucas medidas práticas foram tomadas. Isto ocorreu, pois houve conflitos de interesses entre os países ricos, principalmente Estados Unidos e União Européia, e os que estão em processo de desenvolvimento (principalmente Brasil, Índia, China e África do Sul).  
De última hora, um documento, sem valor jurídico, foi elaborado visando à redução de gases do efeito estufa em até 80% até o ano de 2050. Houve também a intenção de liberação de até 100 bilhões de dólares para serem investidos em meio ambiente, até o ano de 2020. Os países também deverão fazer medições de gases do efeito estufa a cada dois anos, emitindo relatórios para a comunidade internacional.
Dados alarmantes
- Em maio de 2013, a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) divulgou um relatório mostrando que o planeta atingiu a maior concentração de dióxido de carbono da história. A concentração deste poluente, que é um dos principais causadores das mudanças climáticas e do aquecimento global, está com média diária de 400 ppm (partículas por milhão).
Efeitos do aquecimento global no Brasil
De acordo com dados preliminares divulgados pelo IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) em setembro de 2013, o clima brasileiro poderá sofrer os efeitos do aquecimento global até o final deste século. As regiões sul e sudeste poderão ter um aumento de até 0,5% na temperatura média até o final do século. Já as regiões centro-oeste, nordeste e norte poderão ter as temperaturas médias aumentadas em 1,5%.  Estas projeções são para um cenário otimista, ou seja, com controle da emissão de gases do efeito estufa. Num cenário de grande aumento na emissão destes gases, a temperatura poderá se elevar mais do que o dobro em relação a estas projeções.
De acordo com estas projeções, poderá também ocorrer ser mais frequente a formação de ondas de calor nas regiões Nordeste e na Amazônia.
Os dados completos serão divulgados pelo IPCC em abril de 2014.


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Exercicio físico na gravidez

Hidroginástica
Hidroginástica para grávidas
Foto: Getty Images
Hidroginástica é o exercício mais indicado pelos médicos para as grávidas. De acordo com Luciana Flor, a água traz conforto para as gestantes. “Na água elas não sentem o peso da barriga, o que aumenta a segurança para praticar exercícios”, diz a professora. Ela explica que o water relax, espécie de aula de alongamento dentro d’água, também é muito bem-vinda para as gestantes, já que melhora a circulação e diminui inchaços.

Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com 50 grávidas mostrou que a hidroginástica pode ajudar a diminuir as dores no parto, já que apenas 27% das pesquisadas que praticavam exercícios na água solicitou algum tipo de analgésico para dor durante as contrações.

Fernando Torquatto visita hidroginástica para grávidas e mostra a importância do exercício
Caminhada
Caminhada para grávidas
Foto: Getty Images
A caminhada está entre as atividades mais democráticas, já que não é necessário estar matriculada em uma academia para praticá-la.

Após a liberação do obstetra, em geral, a gestante pode praticar exercícios físicos durante uma hora por dia, até 5 vezes por semana. O mais importante é respeitar a frequência cardíaca, que não deve ultrapassar 140bpm. Isso significa que é possível conversar com tranquilidade durante a caminhada.”, diz a professora de educação física Mariana Furtado, do Espaço Bella Gestante.

Exercícios para gestantes evitam a flacidez





Musculação
Musculação para grávidas
Foto: Getty Images
A musculação não é contraindicada para gestantes. Bem orientada, fortalece os músculos, melhora a postura e diminui as dores nas costas, provenientes do peso da barriga. “Na musculação é possível trabalhar cada grupamento muscular de forma segura. Gestantes que nunca praticaram exercícios devem começar aos poucos, com 15, 20 minutos, avançando aos poucos. O ideal, sempre, é conciliar o trabalho muscular com atividades aeróbicas, como caminhada, hidroginástica e bicicleta ergométrica”, diz Luciana Flor.

Conheça a ginástica natural, que não usa pesos ou aparelhos

Pilates
Pilates para grávidas
Foto: Getty Images
O exercício utiliza o próprio peso corporal para trabalhar diferentes grupamentos musculares.Apesar de parecer ser um exercício leve, o pilates não é indicado para todas as gestantes. “O pilates melhora a postura, evita dores lombares e fortalece os músculos das costas, preparando para o peso da barriga, mas só recomendamos para quem já praticava antes da gravidez. No pilates a gestante trabalhará o tempo todo com o abdômen contraído, o que pode gerar estresse desnecessário para quem nunca praticou”. Ou seja, quem deseja aproveitar os benefícios do pilates deve começar bem antes da gravidez.

Conheça o pilates e saiba por que ele virou mania entre as famosas

Yoga
Yoga para grávidas
Foto: Getty Images
A yoga trabalha corpo e mente, ajudando no relaxamento da gestante. “Assim como o pilates, a yoga trabalha o abdômen e só é recomendo para aquelas que praticavam antes da gravidez.Com o passar das semanas e o crescimento da barriga, ficará mais difícil fazer determinadas posturas, mas as academias já contam com programas específicos para gestantes”, explica a professora de educação física Luciana Flor, daCompanhia Atlética.

Yoga traz benefícios após o nascimento do bebê




terça-feira, 14 de maio de 2013

Cientistas pedem rapidez na limpeza de lixo espacial na órbita da Terra



A exploração espacial e o lançamento de satélites trazem avanços, mas também deixam rastros perigosos. Os 5.000 lançamentos bem sucedidos feitos pelo homem desde o início da corrida espacial fizeram com que restos de foguetes, satélites, sondas antigas e até ferramentas de astronautas ficassem vagando ao redor da Terra. De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), dois em cada três satélites concentram-se na órbita baixa da Terra, que vai até 2.000 quilômetros de altitude - em especial, na estreita faixa entre 800 quilômetros e 1.200 quilômetros. Não bastasse isso, eles estão mal distribuídos, já que a maioria desses equipamentos artificiais vagam sobre os polos terrestres ESA

É preciso agir rapidamente para reduzir a quantidade de lixo espacial em volta da Terra, que pode contaminar algumas órbitas nas próximas décadas, afirmaram especialistas internacionais após uma reunião esta quinta-feira na Alemanha.
Restos de foguetes, satélites antigos, ferramentas deixadas para trás pelos astronautas são os vestígios de quase cinco mil lançamentos desde o início da era espacial e que, sob o efeito de deslocamentos e impactos em série (Síndrome de Kessler), não param de se multiplicar.
Desde 1978, a quantidade de lixo espacial triplicou, o que aumenta o risco de colisões, advertiu o diretor do departamento de lixo espacial da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), Heiner Klinkrad.
"Em algumas poucas décadas, este entorno poderá ficar instável", afirmou Klinkrad durante a 6ª Conferência Europeia sobre Lixo Espacial, celebrada durante quatro dias em Darmstadt, na Alemanha.
Atualmente, há mais de 23 mil fragmentos de lixo com mais de 10 centímetros - segundo estimativas da Nasa e da ESA -, a maioria em órbitas baixas (abaixo dos 2.000 km), utilizadas por satélites de observação da Terra ou pela Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
Quanto aos objetos entre um e dez centímetros, haveria centenas de milhares no espaço. Embora tenham aparência inofensiva, estes fragmentos, lançados a uma velocidade média de 25.000 km/h, podem avariar um satélite, afirmam os especialistas.
Em média, a cada ano a Estação Espacial Internacional deve fazer uma manobra para evitar uma potencial colisão. E, segundo a ESA, a cada semana uma dúzia de objetos se aproximam a menos de 2 km de um satélite.
As zonas mais afetadas são as órbitas polares situadas entre 800 e 1.200 km de altitude sobre a superfície terrestre, áreas onde se concentram vários satélites de observação.
Se os lançamentos continuarem no ritmo atual e nada for feito para reduzir a quantidade de resíduos espaciais, o risco de colisão pode ser multiplicado por 25, segundo projeções das agências espaciais.
Pior ainda, se atualmente os lançamentos fossem imediatamente suspensos, o número de objetos no espaço continuaria aumentando como consequência do "efeito Kessler".
Para tratar este problema, é preciso colocar sistematicamente os satélites desativados em vias especiais, onde acabarão se desintegrando na alta atmosfera terrestre, sem causar inconvenientes.
É preciso ainda retirar do espaço os fragmentos grandes, 5 a 10 por ano, a fim de estabilizar a situação, recomendaram os especialistas.
"Há um forte consenso sobre a necessidade urgente de agir rapidamente para retirar estes resíduos", afirmou Klinkrad no encerramento da conferência de Darmstadt, que reuniu 350 atores da indústria espacial.
Para alcançar este objetivo, a ESA, junto com outras agências espaciais, estudam várias soluções para desviar a trajetória dos resíduos à atmosfera: braços mecânicos, pinças gigantes, motores instalados nos resíduos, arpões, redes de reboque ou uma arma para bombear o objeto e mudar seu curso.
Tudo isso implica um custo, mas é inferior ao que custaria a destruição dos satélites devido a um choque contra estes resíduos (ao redor de US$ 100 bilhões de dólares). Mas na melhor das hipóteses, essas "missões de limpeza" não começarão antes de dez anos.