terça-feira, 14 de maio de 2013

Cientistas pedem rapidez na limpeza de lixo espacial na órbita da Terra



A exploração espacial e o lançamento de satélites trazem avanços, mas também deixam rastros perigosos. Os 5.000 lançamentos bem sucedidos feitos pelo homem desde o início da corrida espacial fizeram com que restos de foguetes, satélites, sondas antigas e até ferramentas de astronautas ficassem vagando ao redor da Terra. De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), dois em cada três satélites concentram-se na órbita baixa da Terra, que vai até 2.000 quilômetros de altitude - em especial, na estreita faixa entre 800 quilômetros e 1.200 quilômetros. Não bastasse isso, eles estão mal distribuídos, já que a maioria desses equipamentos artificiais vagam sobre os polos terrestres ESA

É preciso agir rapidamente para reduzir a quantidade de lixo espacial em volta da Terra, que pode contaminar algumas órbitas nas próximas décadas, afirmaram especialistas internacionais após uma reunião esta quinta-feira na Alemanha.
Restos de foguetes, satélites antigos, ferramentas deixadas para trás pelos astronautas são os vestígios de quase cinco mil lançamentos desde o início da era espacial e que, sob o efeito de deslocamentos e impactos em série (Síndrome de Kessler), não param de se multiplicar.
Desde 1978, a quantidade de lixo espacial triplicou, o que aumenta o risco de colisões, advertiu o diretor do departamento de lixo espacial da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), Heiner Klinkrad.
"Em algumas poucas décadas, este entorno poderá ficar instável", afirmou Klinkrad durante a 6ª Conferência Europeia sobre Lixo Espacial, celebrada durante quatro dias em Darmstadt, na Alemanha.
Atualmente, há mais de 23 mil fragmentos de lixo com mais de 10 centímetros - segundo estimativas da Nasa e da ESA -, a maioria em órbitas baixas (abaixo dos 2.000 km), utilizadas por satélites de observação da Terra ou pela Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
Quanto aos objetos entre um e dez centímetros, haveria centenas de milhares no espaço. Embora tenham aparência inofensiva, estes fragmentos, lançados a uma velocidade média de 25.000 km/h, podem avariar um satélite, afirmam os especialistas.
Em média, a cada ano a Estação Espacial Internacional deve fazer uma manobra para evitar uma potencial colisão. E, segundo a ESA, a cada semana uma dúzia de objetos se aproximam a menos de 2 km de um satélite.
As zonas mais afetadas são as órbitas polares situadas entre 800 e 1.200 km de altitude sobre a superfície terrestre, áreas onde se concentram vários satélites de observação.
Se os lançamentos continuarem no ritmo atual e nada for feito para reduzir a quantidade de resíduos espaciais, o risco de colisão pode ser multiplicado por 25, segundo projeções das agências espaciais.
Pior ainda, se atualmente os lançamentos fossem imediatamente suspensos, o número de objetos no espaço continuaria aumentando como consequência do "efeito Kessler".
Para tratar este problema, é preciso colocar sistematicamente os satélites desativados em vias especiais, onde acabarão se desintegrando na alta atmosfera terrestre, sem causar inconvenientes.
É preciso ainda retirar do espaço os fragmentos grandes, 5 a 10 por ano, a fim de estabilizar a situação, recomendaram os especialistas.
"Há um forte consenso sobre a necessidade urgente de agir rapidamente para retirar estes resíduos", afirmou Klinkrad no encerramento da conferência de Darmstadt, que reuniu 350 atores da indústria espacial.
Para alcançar este objetivo, a ESA, junto com outras agências espaciais, estudam várias soluções para desviar a trajetória dos resíduos à atmosfera: braços mecânicos, pinças gigantes, motores instalados nos resíduos, arpões, redes de reboque ou uma arma para bombear o objeto e mudar seu curso.
Tudo isso implica um custo, mas é inferior ao que custaria a destruição dos satélites devido a um choque contra estes resíduos (ao redor de US$ 100 bilhões de dólares). Mas na melhor das hipóteses, essas "missões de limpeza" não começarão antes de dez anos.

domingo, 5 de maio de 2013

Exercício físico ajuda a diminuir dor no corpo causada pela fibromialgia

Fonte: G1
Ao fazer exercício, organismo libera substâncias analgésicas no cérebro.
Síndrome não tem cura, mas existem casos em que melhoram com o tempo.


A fibromialgia é uma síndrome que aumenta a sensibilidade e faz com que o paciente sinta dor em todo o corpo, mesmo sem nenhuma lesão.
Apesar de não ter cura, esse problema não é fatal e não causa danos às articulações, músculos ou órgãos internos. Porém, é bastante incômodo e, por isso, a principal recomendação para aliviar as dores é a prática regular de atividade física, como alertaram o ginecologista José Bento e o reumatologista Roberto Heymann no Bem Estar desta quinta-feira (28).
Ao se exercitar, o corpo libera endorfina e neurotransmissores com ação analgésica no sistema nervoso central, diminuindo a dor. Além disso, os exercícios ajudam também a melhorar o sono e o humor do paciente, que normalmente fica alterado por causa da síndrome. No entanto, os médicos alertam para a importância de realizar uma avaliação antes de começar uma atividade física, que deve ser individualizada e prescrita por um médico.
De acordo com o reumatologista Roberto Heymann, os exercícios aeróbicos no solo, como a caminhada, ou os na piscina são os mais bem estudados e determinantes na melhora dos sintomas da fibromialgia. Já as atividades de fortalecimento e alongamento também são eficazes e podem ser prescritas com segurança para tratar a síndrome.
Os médicos explicaram que, além da dor no corpo, o paciente com fibromialgia sente também dor ao ser tocado – seja num abraço ou até numa simples carícia. Fora o toque, a dor pode piorar também por causa do excesso de esforço físico, estresse emocional, infecções, exposição ao frio, sono ruim ou também traumas.
Esses traumas, inclusive, geralmente desencadeiam a fibromialgia, que normalmente começa com uma dor localizada crônica que acaba se alastrando por todo corpo. Porém, o motivo pelo qual a pessoa desenvolve a síndrome ainda é desconhecido.
O que se sabe é que há uma relação com a depressão, apesar dos dois problemas serem condições clínicas totalmente diferentes.
Isso acontece porque o sentimento negativo do comportamento depressivo influencia na interpretação do cérebro, o que pode aumentar ainda mais a dor do paciente com fibromialgia – por isso, quem tem a síndrome e não trata o quadro de depressão pode ter uma dor muito maior.
Embora não exista cura, a síndrome não é progressiva, ou seja, pode melhorar com o tempo e até existem casos em que os sintomas retrocedem quase totalmente. Por isso, o problema não pode ser considerado uma doença, mas uma condição clínica que exige controle e acompanhamento médico.

Reumatismo 
Os médicos falaram também sobre o reumatismo, termo utilizado para definir doenças reumáticas das articulações, músculos, ligamentos e tendões, comum em pessoas mais velhas, mas que também podem acontecer com jovens.
Segundo o reumatologista Roberto Heymann, existem mais de duzentos problemas que podem ser designados pelo reumatismo – os mais conhecidos são a artrite reumatóide e a artrose, que afetam cartilagens e articulações, causando dor e até deformação ou limitação dos movimentos.
No caso da artrite reumatóide, outros órgãos podem se prejudicar, como o pulmão, o coração, os olhos, os nervos e até o coração.
Apesar de ser um problema logo associado aos mais velhos, crianças e adolescentes também podem ter, como mostrou a reportagem da Marina Araújo(veja no vídeo ao lado). A pequena Kessia descobriu o problema aos 8 anos quando sentiu uma dor no pescoço, assim como a Caroline que também foi diagnosticada com a artrite aos 9 anos.
Segundo o pediatra e professor de reumatologia pediátrica Claudio Len, se a criança sentir uma dor persistente que atrapalha seu dia a dia, ela deve ser levada ao médico. Apesar de não ter cura, o diagnóstico precoce da artrite reumatóide é importante para prevenir danos irrecuperáveis na articulação. Com o problema bem controlado, a criança pode levar uma vida normal, praticando esportes e mantendo uma rotina saudável.
Já artrose é o desgaste da cartilagem, que pode ser causado, por exemplo, por uma lesão no ligamento cruzado do joelho, responsável pela estabilidade do membro. Com a lesão, o joelho fica instável, o que pode desgastá-lo.
De acordo com o reumatologista Roberto Heymann, nem toda pessoa com artrose tem que colocar prótese porque depende da evolução do problema – a prótese costuma ser indicada quando há perda funcional da articulação dos joelhos e do quadril, ou seja, quando ela não responde aos tratamentos e deixa de se locomover.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Concentração de CO2 se aproxima de limite aceitável e preocupa a ONU


O Observatório Mauna Loa informou que a concentração de CO2 em nosso planeta chegou o auge de 399,72 partes por milhão em 25 de abril.
A funcionária da ONU responsável pelo clima, Christiana Figueres, expressou nesta segunda-feira sua "preocupação" e fez um apelo a uma ação "urgente" ante a evolução da concentração de CO2 na atmosfera, a ponto de superar o limiar simbólico dos 400 partes por milhão (ppm).
De acordo com o Observatório Mauna Loa, no Havaí, que depende da Agência americana Oceânica e Atmosférica (NOAA), a concentração de CO2 em nosso planeta chegou a 399,72 
"Estamos perto de exceder o limite de 400 ppm", declarou Figueres às delegações de mais de 190 países reunidas para preparar a rodada anual de negociações sobre a luta contra as mudanças climáticas, que terá lugar no final do ano em Varsóvia, de acordo com um comunicado da ONU.
Além disso, "recebo-os com grande ansiedade", lançou aos negociadores, expressando a necessidade "de um senso de urgência mais forte". Esta é a primeira reunião das delegações desde a conferência em Doha, no final de 2012.
A comunidade internacional fixou como meta chegar a um acordo até 2015 que exija todos os países, incluindo os dois maiores poluidores, China e Estados Unidos, a reduzir suas emissões de gases do efeito estufa (GEE). O acordo deveria entrar em vigor em 2020.
O objetivo é conter o aumento de 2°C acima dos níveis pré-industriais, o limite além do qual os cientistas acreditam que o sistema climático entrará em colapso.
Para se manter em uma temperatura entre 2°C e 2,4°C exigiria picos de concentração de CO2 entre 350 e 400 ppm (ou entre 445 e 490 ppm para todos os GEE), de acordo com o último relatório do grupo dos peritos da ONU sobre o clima, o IPCC.
Segundo o Scripps Institution of Oceanography, que trabalha com o Observatório de Mauna Loa, a concentração de CO2 poderá exceder 400 ppm em maio pela primeira vez na história humana.
Os primeiros dados registrados em março de 1958 situava-se em 316 ppm. Antes da era industrial e da utilização de combustíveis fósseis, a concentração de CO2 era estimada em 280 ppm.
O nível de CO2, o principal gás do efeito estufa, provavelmente era de 400 ppm durante o período geológico do Plioceno, entre 3,2 milhões e 5 milhões de anos atrás, quando a Terra marcava de 2 a 3 graus a mais, indica o Scripps em um comunicado.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Aprenda 5 "truques" para fazer a sua dieta funcionar melhor



Todo início de ano, milhares de pessoas começam uma dieta com a promessa de entrar em forma para o próximo verão. De acordo com o site Female First, no entanto, 90% dessas pessoas não atingirão seu objetivo. Mais: com 12 meses de desistência, essas pessoas irão chegar ao final do ano com mais excesso de peso.
Segundo Andrew West, proprietário do Obsidian Retreat, um retiro especializado em ajudar pessoas com excesso de peso a emagrecer, o problema não são as dietas, mas sim como lidamos com ela.
O especialista afirma que a mente humana só realiza atividades por dois motivos: movida pela necessidade de prazer ou pela necessidade de fugir da dor. No caso, a dieta se encaixa na segunda opção, já que restringir alimentação é geralmente uma atitude em vista de coisas como as roupas não caberem mais ou uma foto sua que outros tenham comentado.
O problema é que, pouco depois de começar a dieta, já começamos a ver resultados, algumas pessoas começam a elogiar a perda de peso, e isso alivia a pressão para emagrecer. Em outras palavras: a dor é apaziguada e você, achando que está bem, começa a diminuir a intensidade dos treinos ou a acrescentar alimentos na dieta. West chama esse processo de "Síndrome da Panela de Pressão".
O resultado é que passamos a perder peso com menos velocidade e aí ficamos frustrados, começamos a mudar a dieta novamente, mas nunca voltamos ao que estávamos fazendo desde o início - exatamente a única forma de ter sucesso novamente.
Pior: uma vez que o cérebro "reconhece" essa dieta, ele fará de tudo para que você fuja da dor que é fazê-la. Mas nem tudo está perdido. Veja cinco maneiras eficientes de fazer com que a sua dieta funcione até o fim:
1. Mova-se na direção do que é prazeroso - Essa é a maneira de ser bem-sucedido em qualquer coisa na vida, avisa Andrew West. Ele sugere que você pense no que seria o sucesso para você - ver o corpo mais magro no espelho, por exemplo. A sensação que esse pensamento vai criar é poderosa e pode dar impulso para você continuar firme no seu objetivo.
2. Crie o pensamento correto - Pense em detalhes em qual é o seu objetivo. Escreva em um papel as razões pelas quais isso tem que acontecer e depois descreva as formas que você pode conseguir isso. Celebre as pequenas vitórias como se fossem grandes e não coloque objetivos muito maiores do que a realidade permite.
3. Pense em nutrição, não em calorias - Lembre-se: o corpo não entende o que são calorias. Por isso, se você consumir mais saladas, vegetais e sucos, seu estômago vai ficar cheio por mais tempo e com menos calorias. Além disso, pesquisas mostraram que dietas em que há restrição de alimentos como carne e derivados do leite, com substituição por alimentos nutritivos (frutas, legumes etc.) desintoxicam o corpo e ainda ajudam a prevenir doenças.
4. Faça um plano - Escreva um cardápio para sete dias incluindo os alimentos nutritivos. Pense nele como algo funcional para o seu estilo de vida e identifique os momentos em que: você comeu mas não queria ou não devia comer; você comeu por hábito ou porque estava entediado; os hábitos de "beliscar". Veja também os lugares que você freqüentou e se, ao evitá-los, você vai diminuir a vontade de comer também.
5. Comendo com atenção - Você também pode desenvolver estratégias para controlar o apetite. O importante é focar em: quando comemos, o que comemos, por que comemos e onde comemos, educando a mente para que tenhamos controle sobre os alimentos que gostamos/detestamos e as quantidades das porções ingeridas.

domingo, 14 de abril de 2013

22 DE ABRIL - DIA DA TERRA


Vamos conservar nosso planeta! 

O dia Mundial da Terra é comemorado no dia 22 de abril. A data surgiu nos Estados Unidos na década de 70 quando o senador Gaylord Nelson organizou o primeiro
protesto nacional contra a poluição. Mas foi só a partir da década de 90 que a data se internacionalizou, ou seja, outros países também passaram a celebrar a data.
 

Aproveite esta época para fazer alguma coisa boa para o planeta mãe Terra, como plantar uma muda, convocar os amigos
 
para ajudar a coletar o lixo da praça ou parque que você frequenta, colocar lixeiras perto dos rios para evitar lixo nos córregos
e muito mais pode ser feito. O importante é passar a mensagem da importância de cuidar do nosso planeta, afinal esta é a nossa casa.
 

Por coincidência hoje também celebramos o descobrimento do Brasil, quando os portugueses desembarcaram em terra tiveram o primeiro contato com os índios. Os portugueses estranharam muitos dos hábitos indígenas como o fato de andarem nus! Já que o calor do clima tropical é intenso as peças utilizadas funcionavam mais como adornos, o que contrastou muito com as roupas pesadas dos europeus devido ao clima mais frio e ameno.
 

Apesar do choque entre culturas, os índios ensinaram muito aos europeus. Os índios viviam e vivem em harmonia com a natureza, respeitam a mata, valorizam os bichos e são profundo conhecedores da flora onde vivem, inclusive utilizam como medicamentos diversos tipos de plantas.
 

Que tal aprendermos um pouco mais sobre os índios brasileiros tenho certeza que encontraremos dicas de como cuidar melhor da nossa Mãe Terra!
 


Curiosidades sobre a Terra:

·         Tem em torno de 4,5 bilhões de anos
·         Tem 510,3 milhões de km2 de área total
·         Aproximadamente 97% da superfície da Terra é composta por água
·         O ponto mais alto da Terra é o Everest no Nepal - China com aproximadamente 8.800 metros
·         A população humana atual da Terra é de aproximadamente 6 bilhões